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	<title>Via Comercial &#187; Fernando Silva</title>
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	<description>Tudo sobre Itabira e região!</description>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Perplexidade é muito pouco para definir o meu sentimento</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 02:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas vezes o jornalista, ou professor- mas principalmente amigo José ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas vezes o jornalista, ou professor- mas principalmente amigo José de Almeida Sana- comparece ao espaço de comentários dessa coluna. Ele, atleticano assumido e consumido, normalmente zomba da minha condição de cruzeirense fanático. A gozação, portanto, é bem fundamentada e justa. Os elogios, porém, não têm validade. São demasiados suspeitos.</p>
<div id="attachment_117371" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/02/fernandosilvatextonovo1.jpg"><img class="size-full wp-image-117371 " title="fernandosilvatextonovo1" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/02/fernandosilvatextonovo1.jpg" alt="" width="400" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva</p></div>
<p>Sana anunciou, faz pouco mais de dois anos, que trocou a profissão de jornalista pelo ministério do magistério. Um mistério. A notícia deixou os amigos boquiabertos. Afinal, ele militava na imprensa há mais de 150 anos.  Essa longevidade sesquicentenária tem explicação: a lida na mídia começou em vidas anteriores. Mas quem bem Sana conhece, já se acostumou com suas decisões radicais e surpreendentes. Algumas delas inimagináveis para nós outros, mortais comuns. A mais recente mudança, então, teve enigmáticos contornos freudianos.</p>
<p>Considero o jornalismo uma droga que vicia irremediavelmente. Experimentei isso lá pelos 12 anos de idade. E, até hoje, não consegui me safar dessa dependência intelectual, apesar de algumas tentativas. Porém, não me arrependo das inúmeras recaídas. Fui mais incisivo quando decidi deixar de ser técnico de Mineração, profissão que tive a honra de exercer durante quase duas décadas. Já vi saci- pererê, recebi recados de mulas sem cabeça e conversei com lobisomens. Contudo, não acredito na existência de ex-jornalistas. Creio em ex-qualquer coisa, menos nisso.</p>
<p>Mas a atitude de José, de fato, teve a serventia de revelar uma cruel realidade: há um rol de ex-professores por aí. E as causas da renúncia a esse nobre meio de vida são dramáticas. Vão muito além de motivos pecuniários. Ser professor- hoje em dia- é anacronismo. E o inacreditável “ex-jornalista” saiu da redação para vivenciar uma autêntica tragédia humana.</p>
<p>O drama desse Dom Quixote de São Sebastião do Rio Preto aconteceu em um estabelecimento de ensino da periferia. Ali, ele travou batalha épica contra os moinhos de vento de um tecido social pútrido. E o embate nada teve de romanesco. Numa ponta, um solitário professor. Nem um mísero Sancho Pança esteve ao seu lado. Na outra extremidade, os representantes de uma das mais intrigantes mazelas nacional: os capitães da areia suburbanos.  Mas atenção: onde os “Sancho Pança” faltam, covardes sobram. Essa é uma consequência natural da omissão.</p>
<p>O neoprofessor foi escorraçado. Sofreu insultos de todas as formas.  Foi vítima de agressões físicas e verbais. Praticamente expulso da escola e do bairro. Ato consumado por alguns menores (sic) infratores, travestidos de pobres e ” inocentes” criancinhas. Na verdade, um bando de marginais protegidos pelo obsoleto Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca). Um código de conduta merecedor do nome que carrega, pois, não passa de mal cheirosa sigla.</p>
<p>Finalmente, pouco durou a aventura de Zé Sana em salas de aula. Bom para ele. Ótimo para a imprensa. Péssimo para o falido sistema social tupiniquim. Resultado final da prova: violência, incompetência e supremacia da impunidade aniquilaram um ideal. Perplexidade é o nome do meu sentimento diante dessa constrangedora história.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Qual o real significado do segundo B de BBB12?</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 02:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Umas das maiores excentricidades da história da tv brasileira, o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_115721" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fernandosilvatextonovo11.jpg"><img class="size-full wp-image-115721 " title="fernandosilvatextonovo1" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fernandosilvatextonovo11.jpg" alt="" width="400" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva</p></div>
<p>Umas das maiores excentricidades da história da tv brasileira, o Big Brother Brasil, está completando 12 anos. Mas, esse reality show não é exclusividade da televisão nacional. A monstruosidade foi criada, em 1989, nos Estados Unidos e, tal e qual cucarachas, proliferou mundo afora.</p>
<p>A receita para o sucesso desse tipo de programa é simples: ajuntem todos os modelos de baixarias, bastante conversa fiada, truculência sem limites e sexo (simulado ou não) a granel. O modismo só chegou ao Brasil graças a uma peculiaridade da raça tupiniquim: o ímpeto de se copiar tudo, de inútil a ridículo, que pipoca em outros pontos do planeta. A Rede Globo de Televisão é a grande responsável pelo processo de “imbecilização” do país, nos últimos 44 anos.</p>
<p>A emissora dos Marinho usa eficientes ferramentas de manutenção da hegemonia. E aí impera o vale- tudo, pois, maquiavelicamente, nesse caso, os fins justificam os meios. E tomem novelinhas de quinta categoria, shows com bundas de todas as formas e matizes, além da indispensável enxurrada de futebol. A mais recente invenção é potente instrumento de idiotice: o UFC- um festival de pancadarias dissimulado no mais barato ufanismo. O tom do objetivo fica escancarado no berro final e triunfante de Galvão Bueno: “Acaboooou, acaboooou&#8230; é é é é do Brasiiiiiil&#8230; é é é é do Brasiiiiiil”. Esse é o genuíno vale-tudo.</p>
<p>Essa lógica, claro, tem uma justificativa natural: a predominância do lucro fácil em detrimento da qualidade. Assim funciona a cruel dinâmica da chamada Indústria Cultura. A competitividade é outro fator que desagua na mediocridade pura e simples. Até meados da década de 1980, a Globo conservava uma audiência de quase 100%.  Tanto que anunciava todas as suas atrações por meio do consagrado chavão: “vem aí mais um campeão de audiência”. As outras emissoras eram meras coadjuvantes.</p>
<p>Nos anos 1990, o panorama começou a mudar. O Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), principalmente, descobriu um importante filão na sarjeta social. É bom lembrar que Sílvio Santos sempre teve um viés na vulgaridade. Porém, a Record saiu na frente com o advento de Ratinho e seu circo dos horrores. E começou o pega pra capar em horário nobre: pancadarias , palavrões gratuitos , insultos de todos os tipos, deformidades físicas e um caminhão de mulheres mostrando quase tudo. Esses ingredientes se transformaram numa ameaça real à liderança da Globo. Abravanel e Edir Macedo provocaram uma inimaginável trinca nas estruturas da intocável Vênus Platinada.</p>
<p>A consequência da briga pela liderança foi funesta. A tv carioca- que até então sustentava um controle de qualidade em  sua grade de programação-  investiu no ordinário para não perder. O Big Brother Brasil é o subproduto mais emblemático dessa queda de braço. O BBB, em 2012, entrou na sua pré-adolescência se superando. A edição desse ano até já serviu um prato bem indigesto para o ávido distinto público: um dos heróis de Pedro Bial teria estuprado uma heroína, ao vivo, nas telinhas de todo o Brasil. Então, qual o significado do segundo B de BBB12? Atenção: ao responder, proteja as narinas contra o mau cheiro.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; 2012: o último ano das vidas de cada um de nós</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 08:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[A civilização Maia previu o fim desse ciclo de vida, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114000" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fernandosilvatextonovo1.jpg"><img class="size-full wp-image-114000 " title="fernandosilvatextonovo1" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fernandosilvatextonovo1.jpg" alt="" width="400" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva</p></div>
<p>A civilização Maia previu o fim desse ciclo de vida, na Terra, para 2012. Alguns intérpretes de antigos mistérios deram o veredicto definitivo sobre essa previsão: o juízo final acontecerá no ano recém-iniciado. A data do Armagedom até já está devidamente definida: 21 de dezembro.</p>
<p>E- diante do iminente cataclismo- decidi fazer as minhas considerações finais.  Para começo de conversa, vou falar de política.  Sinto muito dó dos vencedores do pleito eleitoral de outubro. Os candidatos nadarão, nadarão e&#8230; nada: morrerão numa paradisíaca praia. É simples assim. Os vitoriosos do embate eleitoral comemorarão muito. E é uma pena.  Esses políticos vencerão, mas ficarão a ver navios. O motivo é bastante óbvio: o planeta irá literalmente para o espaço 11 dias antes da posse dos “felizardos” eleitos.</p>
<p>No futebol, alguma atitude radical precisa ser tomada em 2012. O Campeonato Brasileiro terminará duas semanas antes  do último dia da história. Os atleticanos de até 40 anos de idade terão a última chance de ver o Galo faturar um título de expressão nacional. Esse final do mundo, porém, tem um inegável fator positivo: Cruzeiro e Atlético não correrão o mínimo risco de jogar a segunda divisão, em 2013.</p>
<p>A situação do Corinthians é bastante complicada. O Timão necessita desesperadamente conquistar a Copa Libertadores da América. É a derradeira oportunidade de se quebrar um encantamento maligno de mais de cem anos. Os corintianos, portanto, têm que torcer muito para não dar de cara com certo Tolima na edição dessa temporada.</p>
<p>O fim do mundo, em dezembro, tem lá o seu lado irônico: o campeão da Libertadores ainda terá o privilégio de ser goleado pelo Barcelona. Afinal, o apocalipse acontecerá alguns dias depois da decisão do Campeonato Mundial de Clubes.</p>
<p>Esse assustador quadro negro ficou muito mais dramático para quem não festejou o réveillon por conta de chuvas. Lamento informar que essa foi  a última celebração de uma passagem de ano. Os fogos que enfeitarão os céus- em 21 de dezembro de 2012- são de outra natureza. Aquele espetáculo pirotécnico vai ser lindo de morrer. Alguém duvida?</p>
<p>Alguns observadores do sobrenatural até já desenharam as causas da grande catástrofe: “em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro da galáxia. É um raro fenômeno cósmico, que ocorre uma vez a cada 2600 anos. Essa configuração provocará uma mudança no eixo da terra”. Consequências dessa brincadeirinha de Deus: deixe pra lá, é bom nem tocar no assunto. A coisa vai ficar mais que feia. Melhor parar com conjeturas.</p>
<p>O consolo de tudo isso é  que- ao longo do tempo- o mundo sempre esteve na marca do pênalti. Milhares de magos, pitonisas, místicos, profetas e meros charlatões anunciaram a derrocada maior desse asteroide metido a planeta. E todos erraram vergonhosamente o chute. Vamos torcer para que os povos Maias também despenquem do cavalo. Por via das dúvidas, aproveito esse espaço para desejar a todos um feliz fim do mundo.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; A morte não  é o “logo, ali” dos mineiros</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 02:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já fui guia turístico, na minha época de “criança pequena”, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_111100" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/12/fernandosilvatextonovo1.jpg"><img class="size-full wp-image-111100 " title="fernandosilvatextonovo" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/12/fernandosilvatextonovo1.jpg" alt="" width="400" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva</p></div>
<p>Já fui guia turístico, na minha época de “criança pequena”, quase adolescente, lá em Ouro Preto. A atividade era simples e prazerosa, mas a qualificação para esse fim era fruto de sublime decoreba. O cicerone sabia- de cor e salteado- a história de todas as igrejas barrocas, ruas, casarões coloniais, chafarizes e personalidades fascinantes. E tudo na antiga Vila Rica valia um conto, pois Ouro Preto é praticamente um gigantesco livro de história. E a gente ganhava bem para contar alguns causos.</p>
<p>Os turistas ficavam pregados de tanto subir e descer ladeiras. O calçamento de pedra miúda, popular pé de moleque, aumentava ainda mais essa involuntária tortura. Ansiosos, arfantes, ensopados de suor e praticamente desesperados, os visitantes perguntavam a todo instante para o guia turístico:</p>
<p>- E aí, menino? A igreja do Pilar ainda está muito longe?</p>
<p>A resposta invariavelmente era sempre a mesma, em quaisquer circunstâncias de espaço e tempo:</p>
<p>- É logo, ali, moço.</p>
<p>Gaúchos, cariocas, paulistas e gringos ficavam apavorados com esse “é logo, ali” de mineiros. O pânico tinha razão de ser. Em Minas Gerais, o advérbio “ali” virou indefinição de distância. Ali, aqui, é, porventura, um sinônimo de eternidade.</p>
<p>Esse preâmbulo é só uma justificativa para a ideia central desse texto. O que se segue pouco tem a ver com o que se falou até agora. Ultimamente tenho frequentado velórios, cemitérios e algumas missas de sétimo dia com relativa assiduidade. Alguns amigos, parentes e colegas já embarcaram no último trem dessa misteriosa estação. Essa observação revela uma comprovação natural: a minha geração entrou em campo para disputar o segundo tempo da partida. Certas pessoas, porém, jogam o período derradeiro, enfrentam os acréscimos e até chegam à prorrogação. Esse é o caso de Dercy Gonçalves ou Oscar Niemeyer, entre outros.</p>
<p>Mas, atenção: algumas grandes conquistas acontecem apenas nos minutos finais. A contenda só acaba no último apito do supremo juiz. E nós, normalmente, torcemos para que essa existência tenha a mesma distância do “logo, ali” dos mineiros.</p>
<p>Essa observação não significa apreensão, nem temor. Pelo contrário. Eu jamais entendi a morte como uma finitude. Creio na vida depois da vida, independente de concepções religiosas ou conceitos filosóficos. A natureza é perfeita.  Nada no universo finda, apenas muda constantemente. A vivência, portanto, é um círculo vicioso. O fim invariavelmente acaba no início, o término é sempre um recomeço. Essa nossa vida- sem dúvida- vai muito além da atualidade. A efemeridade, portanto, é tão somente aqui e agora. Conclusão: coisa alguma é eterna, mas, todas as coisas persistem em uma infindável onda de transformações.</p>
<p>P S: O livro Fédon, autoria de Platão, narra os derradeiros diálogos de Sócrates, momentos antes de compulsoriamente se envenenar com cicuta. Na conversa, o filósofo grego trata da imortalidade da alma e do processo da reencarnação.  Sócrates- na realidade- é o grande precursor do espiritismo. Vale a pena ler, e reler, essa importante obra de Platão.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Apenas uma tragédia grega com possibilidade de final sinistro</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 09:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Não gosto de comentar futebol. Pouco entendo do esporte bretão. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_109580" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/12/fernandosilvatextonovo.jpg"><img class="size-full wp-image-109580 " title="fernandosilvatextonovo" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/12/fernandosilvatextonovo.jpg" alt="" width="400" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">Jornalista Fernando Silva. </p></div>
<p>Não gosto de comentar futebol. Pouco entendo do esporte bretão. Garanto não ser esse o meu “métier”. Então deixo essa prerrogativa para pessoas abalizadas. No fundo, no fundo, apenas sei torcer com relativa desenvoltura.</p>
<p>Porém, jamais escondi o orgulho de minha afeição pelo Cruzeiro Esporte Clube. Sou apaixonado pela equipe da Toca da Raposa. Entendo que a paixão exacerbada impede uma visão clara e imparcial dos acontecimentos. Essa situação é escancarada nas mesas- redondas das noites dominicais. A maioria dos comentaristas puxa invariavelmente a brasa à sardinha de seu clube do coração. Alguns desses profissionais de imprensa se esquecem que jornalismo esportivo também é jornalismo sério. A consequência dessa esculhambação é fatal para a mídia esportiva, pois a impudente parcialidade deságua no desrespeito e falta de credibilidade.</p>
<p>Em algumas ocasiões, recebi convites de emissoras de rádio para comentar jogos da Raposa. Agradeci a honrosa convocação, mas declinei. Acredito que não faria um belo papel nos microfones. A justificativa da negativa desmonta qualquer argumentação para a insistência: não tenho conhecimentos técnicos e nem percepção tática do esporte bretão. Eu não consigo ver o jogo olhando toda a extensão do gramado. A minha visão, bem limitada, acompanha apenas a movimentação da turma de azul.</p>
<p>Essa assumida ignorância futebolística não impede algumas considerações sobre a dramática situação do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro desse fatídico 2011: o risco de queda para a segunda divisão é mais que iminente. Só um milagre- ou a imponderabilidade de um clássico- salva o time estrelado. O duelo Cruzeiro x Atlético nunca teve um ganhador de véspera. E esse detalhe é o tênue fio da esperança de onde pende a Raposa.</p>
<p>O desarranjo da diretoria cruzeirense, ao longo desse ano, deu o tom da marcha fúnebre desse momento. O desmantelamento do elenco, durante a disputa do chamado Brasileirão, foi irresponsabilidade de amadores. E, diante desse tipo de situação, a natureza sempre é infalível na aplicação da Terceira Lei de Newton: “a toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. Em outras palavras: toda incompetência um dia será irremediavelmente punida.</p>
<p>O primeiro jogo da Raposa na competição nacional foi o prenúncio do que viria a seguir. O gol da vitória do Figueirense foi um lance digno daqueles filmes de comédia pastelão: o goleiro Fábio socou uma bola cruzada. A “pelota” resvalou na cabeça de Marquinhos Paraná e ganhou o fundo das redes. Uma cena patética. Assim como patético foi o desempenho do Cruzeiro em todo o segundo turno. As últimas rodadas assumiram os contornos de uma tragédia grega.</p>
<p>O final sinistro poderá ter as conseqüências da presença exclusiva de cruzeirenses como testemunhas do maior vexame da história do clube. E, pior: o time estrelado tem tudo para ser atirado ao limbo pelo tradicional rival. E aí, meu caro, a Arena corre um enorme risco de justificar o seu próprio nome. Melhor seria se apenas a torcida do Galo presenciasse o possível canto do cisne da Raposa. O ato derradeiro não teria as prováveis consequências funestas.</p>
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		<title>Fernando Silva: Uma oportunidade inédita, única e irreversível</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 19:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida não é lá essas coisas. Mas, um algo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_107531" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fernandosilvatextonovo.jpg"><img class="size-full wp-image-107531 " title="fernandosilvatextonovo" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fernandosilvatextonovo.jpg" alt="" width="400" height="587" /></a><p class="wp-caption-text">Jornalista Fernando Silva </p></div>
<p>A vida não é lá essas coisas. Mas, um algo a mais. Essa conclusão depende do comportamento solidário de cada um.  Comportamento solidário é compromisso com o próximo, com a natureza e Deus, se Ele há. E, se Ele há, é tão democrático que permite o benefício da dúvida acerca da sua existência. Convém registrar aqui a constatação óbvia: a existência Dele independe da crença pessoal de “meros” mortais. A solidariedade humana, então, não passa de uma compulsão do espírito para o bem. O bem, por sua vez, não escolhe a sua fonte original. Pode vir da atitude de um ateu convicto, do crente fanático  ou de  livre pensador agnóstico. O bem é o bem e ponto final.</p>
<p>Faço essas avaliações porque estou acometido por constante dor de consciência, provocada normalmente pelo que não fiz, jamais pelo que fiz. Acredito que a lógica da vida se resume nesse banal dilema: fazer ou deixar de fazer. A gente passa um tempão debatendo com o “eu interior” as motivações de um e outro.</p>
<p>Um pequeno fato, ocorrido há pouco mais de vinte anos, nunca se dissipou da minha mente. O pesar pelo “não feito” é dilacerante, mas continua atual. A dor da alma, em determinadas circunstâncias, é muito mais letal que o próprio suplício físico.</p>
<p>A seguinte passagem acompanha-me indefinidamente. A farmácia, nas proximidades da praça da Rodoviária, em  Belo Horizonte, estava lotada naquela ocasião. Eram cerca das nove da noite. Peguei alguns produtos e me encaminhei para um dos caixas. Havia enormes filas em todos. Esse irritante detalhe eliminava a possibilidade da opção de cômoda escolha.</p>
<p>Pacientemente permaneci atrás de uma magra senhora de trajes simples. Os seus cabelos brancos, ligeiramente desarrumados, não ficaram despercebidos. A mulher era um tanto encurvada, caminhava com certa dificuldade. Aparentava cansaço. Chegou a sua vez. Mostrou uma pequena caixa de medicamento e indagou para a moça do caixa:<br />
- Quanto custa?A atendente secamente respondeu, sem sequer erguer a cabeça:<br />
- Vinte e cinco reais</p>
<p>A velha desconcertou-se. Abriu uma surrada bolsa de pano e remexeu uma confusão de velhos papéis e lenços amarrotados. Finalmente encontrou algumas notas amassadas. Ainda descobriu várias pequenas moedas em meio a esse caos. Contou e recontou os trocados. As pessoas da fila impacientaram-se com o interminável ritual.</p>
<p>De repente, essa dona parou trêmula. Pálida de vergonha e decepção, abandonou o remédio. Abaixou a cabeça e- sem olhar pra ninguém- apenas balbuciou:<br />
-Desculpe-me, moça, mas o meu dinheiro não dá.</p>
<p>Ato seguinte: a idosa saiu rapidamente na direção da  avenida Afonso Pena.<br />
Permaneci atônito diante daquela cena. Mantive-me estático durante alguns minutos. Esse impasse momentâneo foi fatal. Paguei a minha compra e fui ao encalce daquela pessoa. Porém, ela desapareceu em meio à anônima e amorfa multidão. Nunca mais me esqueci dessa ocorrência. A minha consciência- sem a mínima complacência- cobra-me, até hoje, a fatura moral por esses ínfimos minutos de vacilo. Perdi uma grande oportunidade de fazer o bem. Uma oportunidade inédita, única e irreversível.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Os Estados Unidos e a construção do mito Bin Laden</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 13:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos mataram Osama Bin Laden. Sem um mínimo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_80094" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/05/fernandosilvatexto.jpg"><img class="size-full wp-image-80094" title="fernandosilvatexto" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/05/fernandosilvatexto.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Jornalista Fernando Silva </p></div>
<p>Os Estados Unidos mataram Osama Bin Laden. Sem um mínimo de dó. E nem piedade. Mas pisaram literalmente na bola. A ação espetacular das forças especiais da marinha deixou claro que os americanos continuam com a estranha mania de xerifes do planeta. Em tempo: nesse caso, estranha mania de xerifes  também atende pelos nomes de arrogância, prepotência ou  autoritarismo.  Tudo bem. Bin Laden foi um tipo sanguinário e desprezível. Um espécime sub-humano. Porém, essa classificação não é justificativa para ninguém descer ao piso do megaterrorista, pois até mesmo uma sarjeta tem limites. E os norte-americanos conseguiram despencar  um degrau abaixo. Lamentável.</p>
<p>A pisada de bola dos yankees começou com a invasão do espaço aéreo de uma nação independente, na calada da noite. O Paquistão, nesse caso, virou um mero quintal periférico. Uma zona- no sentido boêmio do termo- de ninguém. Mas, que fique bem claro o seguinte: a próxima vítima pode ser qualquer outro país no confins do mundo. Até mesmo aquele famoso lugar da América do Sul, onde supostamente Deus teria nascido, não está incólume. Afinal, as autoridades americanas têm certeza absoluta que o todo poderoso foi parido na América do Norte. Convém, então, ninguém tentar disputar esse privilégio divino com Tio Sam. O preço da teimosia pode sair muito caro. Mesmo porque, algumas bombinhas e meia dúzia de helicópteros são eficientes formas de dissuasão.</p>
<p>Voltando à vaca fria. O assassinato de Bin Laden revelou a mais nova faceta da política externa norte-americana: a franqueza absoluta. Pela primeira vez, o governo dos Estados Unidos não procurou escamotear os seus grotescos métodos bélicos. A Casa Branca admitiu que o terrorista foi fuzilado  sem esboçar reação, já que sequer estava armado. Os soldados lavaram o corpo do executado e, pasmem, fizeram as orações dos mulçumanos de antes dos sepultamentos. Tudo isso dentro do porta-aviões Carl Vinson. Em seguida, deram uma banana para o resto do mundo e lançaram o cadáver ao mar. Um “belo exemplo” para a humanidade. E os EUA ainda meteram o bedelho na tradição islâmica, que determina o enterro de mulçumano morto em quaisquer circunstâncias. Um insulto aos seguidores de Maomé.  E, pior. Dois dias depois do episódio escabroso, a Cia anunciou publicamente que torturou prisioneiros durante a investigação sobre o paradeiro de Osama. E ponto.</p>
<p>Até aqui se falou do lado trágico desse terrível teatro. Agora é hora de tocar no burlesco. O tiro que insiste em não deixar de sair pela culatra. O governo Barack Obama pretendia transformar a memória de Osama Bin Laden em pó, mas desastrosamente vai acabar criando um mito de dimensões e consequências imprevisíveis. O tiro no pé começou a ser desenhado logo depois que a notícia do “evento fantástico” ocupou as principais mídias do mundo. O enredo é simples: os militares americanos invadiram um edifício nos subúrbios da cidade de Abbottabad, executaram Osama Bin Laden e simplesmente desapareceram com o corpo do homem mais procurado da terra. Não seria muito mais útil capturar o facínora e apresentá-lo como um troféu de guerra? Não seria bem mais correto a execução do terrorista, depois de um julgamento justo e minimamente decente?</p>
<p>Uma coisa é certa: milhões de pessoas não acreditam na morte de Bin Laden. E elas têm os mais diversos motivos para essa crença. Então, durante muito tempo, uma infinidade de fanáticos mundo afora aguardará o retorno do mentor do atentado contra World Trade Center. Com isso Osama Bin Laden se transformará num autêntico dom Sebastião das Arábias. A escassez de tino dos norte-americanos está consolidando um mito e criando uma lenda. A morte do mais famoso terrorista contemporâneo, porém, já teve um resultado prático, bem palpável: a reeleição de Barack Obama, no próximo ano, está praticamente garantida.   Então, fica aqui a pergunta que insiste em não calar: essa ação cinematográfica dos “milicos” estadunidenses não seria o fim de um meio?</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; O imortal fascínio de todos os miseráveis de Victor Hugo</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 03:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Jean Valjean. Grave bem esse nome. Jean Valjean. Esse homem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_75900" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/04/fernandosilvatexto1.jpg"><img class="size-full wp-image-75900" title="fernandosilvatexto1" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/04/fernandosilvatexto1.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da Prefeitura de Itabira</p></div>
<p>Jean Valjean. Grave bem esse nome. Jean Valjean. Esse homem passou 19 anos numa prisão. Cumpriu pena por haver roubado um pedaço de pão. Ele vivia miseravelmente com uma irmã e duas sobrinhas. A fome era a companheira inseparável dessa pequena família. E, com efeito: a falta do que comer é a mais curta estrada para o desespero. E o desespero é o caminho mais rápido para os desatinos humanos. O choro das crianças e a desolação de uma irmã levaram Jean Valjean ao mundo do crime. O encarceramento pelo furto de um pedaço de pão. Foram quase duas décadas atrás das grades.</p>
<p>A fome produziu o delinqüente, e a sociedade- em contrapartida- inventou um criminoso terrível. Jean Valjean. Um dos mais belos personagens da história da literatura universal. O admirável protagonista de “Os Miseráveis”, obra- prima do imortal francês Victor Hugo. Jean Valjean saiu da cadeia e tornou-se um portento da literatura universal. O cárcere produziu um homem cruel, rancoroso. Uma pessoa descrente do mundo e dos homens. Mas sempre existe uma magia à espreita de cada ser humano: a possibilidade constante de mudanças. E isso aconteceu com o ex-presidiário. A sua vida se transformou quando ele encontrou um piedoso bispo católico: monsenhor Bienvenu.</p>
<p>A metamorfose social foi tão completa quanto complexa. Com o tempo, o ex-detento desenvolveu uma trajetória exemplar. Cresceu material e espiritualmente. Trabalhou muito e ficou milionário. Virou até prefeito de uma cidade. Mudou de nome e tentou sepultar definitivamente o seu passado. Quase conseguiu. Foi impedido por Javert, um inspetor de polícia que não acreditava em recuperação de criminosos. A filosofia desse policial era simplória, bastante objetiva: uma vez delinquente, sempre delinquente. E perseguiu Jean Valjean até o fim.</p>
<p>“Os Miseráveis” é um livro repleto de personagens fascinantes como Cosette (filha de criação de Jean Valjean), Marius (filho do barão de Pontmercy), Éponine (menina de rua), Thénardier (malandro tradicional), Gavroche (menino de rua), Montparnasse (cruel criminoso), Gillenormand (velho burguês), Fauchelevent (jardineiro de convento), a incrível Fantine (mãe de Cosette) e dezena de outros.</p>
<p>Miséria, traição, dor e superação ocupam cada passo dessa trama. Alguns dos envolvidos até conquistaram a felicidade. O enredo é um desfile de sonhadores, desiludidos, marginais, meninos de rua, ricos arrogantes, pilantras profissionais, homens e mulheres misteriosos.</p>
<p>Em um momento o romance tem semelhança com Guerra e Paz, de Leon Tolstói. É quando Victor Hugo narra detalhes da Batalha de Waterloo. No meio da carnificina vai surgir um importante personagem da história. Assim como acontece na grande obra literária de Tolstói. As batalhas épicas forjam heróis encantadores. O príncipe Andrei Bolkonski, de Leon Tolstói, foi sublime em Austerlitz. O barão de  Pontmercy, de Victor Hugo, foi grandioso em Waterloo. Ambos, porém, morreram infelizes.</p>
<p>Mas Jean Valjean ajudou muita gente. Matou a fome de vários indigentes. Deu carinho e amor em demasia.</p>
<p>No fim, na mais completa solidão, fez um amargo resumo da sua vida: “sou o mais miserável dos homens, e também o mais infeliz; fiz 60 anos de vida de joelhos, sofri tudo o que se pode sofrer, envelheci sem ter tido mocidade; vivi sem família, sem parentes, sem amigos,sem mulher, sem filhos;deixei meu sangue sobre todas as pedras, sobre todos os espinhos, sobre cada marco de estrada, sobre todos os muros;fui afável, mesmo para com os que foram duros comigo, e bom,mesmo para com os maldosos; voltei a ser homem de bem, apesar de tudo, arrependi-me do mal que fiz e perdoei o mal que me fizeram”.</p>
<p>Ler “Os Miseráveis” é um privilégio ao alcance de todos. As lágrimas- sem dúvida- umedecerão principalmente as páginas finais dessa publicação magnífica.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; A institucionalização da banalização do Hino Nacional</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 11:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[No tempo de minha infância, lá em Ouro Preto, raramente ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_73334" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/03/fernandosilvatexto1.jpg"><img class="size-full wp-image-73334" title="fernandosilvatexto1" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2011/03/fernandosilvatexto1.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da Prefeitura de Itabira </p></div>
<p>No tempo de minha infância, lá em Ouro Preto, raramente se ouvia a execução do Hino Nacional Brasileiro. Na escola a turma até cantava quase todos os dias. A diretora do grupo escolar “Marília de Dirceu” era a encarnação personificada do ufanismo. As bandas, porém, tocavam o “Ouviram do Ipiranga” apenas em ocasiões excepcionais. A raridade da apresentação produzia calafrios e emoções. A grande obra musical de Francisco Manuel da Silva tinha a capacidade de provocar um forte sentimento nacionalista. </p>
<p>Gosto muito de hinos nacionais. Principalmente das melodias. As letras normalmente são cansativas e piegas. Às vezes nem sentido prático têm. Afinal- só para não ir muito longe- é duro permanecer deitado eternamente em berço esplêndido. Aprecio também os símbolos musicais dos Estados Unidos, Itália e Inglaterra (god save the queen). Mas o Hino Nacional da França não tem concorrência. “La Marseillaise” é sublime. Deveria muito bem ser o Hino Nacional do planeta. A sua execução cai bem em qualquer canto da Terra. Mas, atenção: essa proposição não passa do devaneio de mais um típico sonhador da aldeia global. Não tem o mínimo cabimento filosófico e ideológico.</p>
<p>Recentemente o Cruzeiro jogou na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, contra o Guaraní do Paraguai. Pouco antes do início do jogo o serviço de som do estádio tocou o Hino Nacional. Deve ter dado sorte à Raposa. O time venceu bem, além de convencer. No dia seguinte, o jornal “Estado de Minas” criticou o comportamento da torcida durante o som musical maior tupiniquim. Vale a pena ler de novo a colocação do “Grande Jornal dos Mineiros”: “faltou respeito do torcedor cruzeirense durante a execução do Hino Nacional, ao exaltar, com cantos, um a um dos jogadores, que até fizeram sinal de agradecimento”. </p>
<p>Poderia ter sido muito pior. A torcida celeste foi simplória nessa ocasião. Em algumas oportunidades, em outros gramados do país, enquanto o hino corre leve e solto, pode-  se ouvir ao fundo  a fatídica manifestação  das  arquibancas: “um, dois, três, quatro e cinco mil, queremos que xxx vai pra pqp”. Que patriotismo. O problema é que o Hino Nacional Brasileiro virou figurinha carimbada. Ele é tocado em qualquer pelada de várzea, nos torneios de cuspe à distância, nas brigas de galo e até em disputas de porrinha. Ficou cansativo. O “Ouviram do Ipiranga” está perdendo a graça do “inusitado”. </p>
<p>A vulgarização do Hino Brasileiro é fruto de mais uma demagogia política. Tudo começou em São Paulo,em 2007. Um deputado paulista inventou uma lei que obriga a execução do Hino Nacional, antes de qualquer partida de futebol realizada naquele estado. Depois disso, a coisa virou modismo e contagiou  várias cidades do Brasil. A iniciativa “patriótica” do político da pauliceia acabou num tiro que saiu pela culatra. Ao invés de enaltecer e valorizar, só serviu para banalizar o Hino do Brasil. </p>
<p>No momento dos acordes &#8211; nos estádios de futebol &#8211; acontece de tudo. Tanto nas arquibancadas quanto nos gramados.  Os torcedores gritam, assoviam e até vaiam. Os jogadores não conseguem dissimular o ar de enfado,  amarram as chuteiras, fazem aquecimento, mascam chicletes e coçam inclusive os respectivos sacos. Um desrespeito total, mas desnecessário. O Hino Nacional Brasileiro só deveria ser executado em competições internacionais.</p>
<p>PS: Nas partidas internacionais, na Arena do Jacaré, acontece um “show” explícito de deselegância ou xenofobia. Antes de rolar a bola, o time visitante e a equipe brasileira se perfilam para a execução do hino brasileiro. E só. O hino do outro país é solenemente ignorado. Essa atitude, que mereceria uma enorme “vaia” do “Grande Jornal dos Mineiros”, é uma mescla de arrogância com falta de educação. Onde foi parar a tão decantada hospitalidade mineira?</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Dilma e Anastasia são praticamente irmãos gêmeos</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 13:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
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Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b> </b></p>
<p>
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<dl id="attachment_66062" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/fernandosilvatexto1.jpg" mce_href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/fernandosilvatexto1.jpg"><img src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/fernandosilvatexto1.jpg" mce_src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/12/fernandosilvatexto1.jpg" alt="" title="fernandosilvatexto" class="size-full wp-image-66062" width="238" height="153"></a><br mce_bogus="1"></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da Prefeitura de Itabira</dd>
</dl>
</div>
<p>O governador Antônio Augusto Anastasia, embora Junho, nasceu no dia 9 de maio. Corria o ano da graça de 1961, ainda no século recém-passado. Já a presidenta Dilma Vana Rousseff Linhares veio ao mundo no dia 14 de dezembro, também em meados do século 20. Isso aconteceu em 1947. Ambos são mineiros de Belo Horizonte. Um total de 14 anos separa a idade dessa dupla.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, mistério dos mistérios: Dilma e Anastasia são praticamente irmãos gêmeos, mesmo gerados em úteros distintos e distantes.&nbsp; Aí está a explicação quase franksteniana para esse fenômeno surreal: os dois&nbsp; praticamente gêmeos, pois são filhos da mesma tecnocracia, do perfeccionismo levado ao extremo, da determinação incontida, do&nbsp; espírito de eficiência quase doentio e&nbsp; de uma fatal casualidade política. Ele entrou no Palácio da Liberdade como que sem querer. Ela subiu as rampas do Palácio do Planalto por absoluta falta de opção nas hostes do lulismo/petismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A presidenta e o governador descolaram três palavras para definir as suas filosofias administrativas: trabalho, trabalho e trabalho. Acabou a era da moleza, no planalto e na montanha. Quem não ralar está fadado à dança. Dilma jamais exibiu perfil de presidenta. Anastasia nunca teve cara de governador. Apenas um detalhe natural explica essa premiação na roleta do destino: quando os dois nasceram uma bela lua cheia enfeitava o céu. A janela da maternidade entreaberta deixou que os raios do satélite iluminassem aquelas crianças deitadas de bruços.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há seis anos esses burocratas eram apenas coadjuvantes no cenário político do estado e no país. O candidato a governador de Aécio Neves tinha nome, identidade e CPF bastante conhecidos: Fernando Damata Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte. O escândalo do mensalão engoliu José Dirceu, o preferido de Luiz Inácio Lula da Silva para a sucessão presidencial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas eleições municipais de 2008, o governador Aécio Neves traçou a sua estratégia para o futuro. O grão-tucano desenhou um pacto informal com o Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais: o próximo prefeito da capital seria indicado pelo Palácio da Liberdade. O vice-prefeito sairia da cota do PT. A maquinação funcionou, apesar de turbulências ideológicas e pragmáticas. Márcio Lacerda, ex- secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, se elegeu chefe do Executivo da capital. O petista Roberto Carvalho virou vice.&nbsp; Dois anos depois deveria acontecer o inverso. O PT forneceria o candidato a governador, naturalmente Fernando Pimentel. Aécio Neves apontaria o nome do vice-governador. Ia tudo muito bem, até que entrou em cena o coro dos “companheiros” eternamente descontentes. E melou tudo. Sem alternativa, o governador de Minas teve que apostar as suas fichas em Antônio Anastasia. E bingo. Mais uma vitória do neto de Tancredo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em Brasília tudo caminhava para José Dirceu substituir Lula na presidência. A aeronave até voava em céu de brigadeiro, não fosse um imprevisto drummondiano: houve um mensalão no meio do caminho, no meio do caminho houve um mensalão. O gigantesco escândalo catapultou José para fora do poder. Naquele momento a sucessão petista seguia para o vinagre. Desnorteado, Lula teve que jogar todas as cartas na inodora, insípida, mas transparente, Dilma Rousseff. E bingo. Outra derrota do tucano José Serra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E a história terminou assim: Dilma lá, Anastasia aqui. Essa nova configuração política decretou o fim da era do glamour, das retóricas futebolísticas, dos arroubos demagógicos, do messianismo extremado e da profusão de holofotes. A presidenta e o governador pouco aparecem. Apenas trabalham, trabalham e trabalham. Até na labuta são gêmeos.</p>
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