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	<title>Via Comercial &#187; Fernando Silva</title>
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	<description>Tudo sobre Itabira e região!</description>
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		<title>Fernando Silva &#8211;  Chega de Bruno, Macarrão, Bola e suposições</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 03:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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Chega. A minha já fragilizada paciência não suporta mais ouvir ...]]></description>
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<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"></p>
<div id="attachment_44521" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/08/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-44521" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/08/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da Prefeitura de Itabira</p></div>
<div><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Chega. A minha já fragilizada paciência não suporta mais ouvir o tal caso Bruno. Na televisão só se vê essa arenga. A moça apresentadora faz pose especial. Olha para as câmeras com uma expressão muito séria. E avisa: no próximo bloco, as últimas informações sobre o caso Bruno. No rádio não se ouve outra coisa. A música suspense soa ao fundo. O locutor imposta a voz para anunciar: depois dos comerciais, você terá as últimas informações do caso Bruno.</span></div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"> </p>
<p></span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Já faz trinta dias que o disco arranhado roda assim. E esses são apenas alguns componentes de mais um dramalhão típico de republiquetas de bananas. Algo como enredo de telenovelas mexicanas. Os ingredientes da trama são cabulosos. Os atores da peça atuam como canastrões. Assim como o Chaves do México. E aquele outro (Chávez) da Venezuela. São patéticos. Assistimos a um pastelão, em forma de macarrão. Tudo no mais nobre dos horários. </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">O besteirol começa com ex-goleiro do Flamengo. O suposto mandante, de suposto crime, contratou uma legião estrangeira para dar cabo de suposta amante. É inacreditável. O ex-craque rubro-negro contou com o sigilo de uma dúzia de amigos para o sucesso da empreitada. E essa trupe supostamente desapareceu com a agora famosa Eliza Samudio. Até Mandrake colaborou na encrenca. É o preço que a mulher pagou por dar à luz um suposto filho do jogador. Tudo ia bem, até que a Lei de Murphy resolveu apresentar o seu lado prático: o que tem de vazar, invariavelmente vaza. E deu no que deu. </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">O desenrolar do caso revela faceta bastante palpável: Bruno é um misto de burro, louco e boboca. A possível morta é “poliprofissional”: modelo, maria chuteira e atriz pornô. Morta, que Deus a tenha. Viva, que Deus a haja. Com certeza, a  garota ainda dará as caras em algum lugar. Apenas em corpo, ou em corpo e alma. Não há dúvidas.  E tome holofotes. A mídia mais se comporta como um bando de urubus diante da carniça. E o cadáver não pinta nem com reza brava. </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">O Fantástico usou tempo recorde de sensacionalismo. Quem diria? Esse é o novo padrão Globo de qualidade. Ficou escancarado o vale tudo do Ibope. Filmaram secretamente- com condenável  colaboração  policial- o desabafo informal  de Bruno, durante  viagem de avião do Rio de Janeiro até Belo Horizonte. A cena sacana esquentou a audiência do domingo. A mãe de Eliza apareceu afogada em lágrimas. A dona aparentava sofrer. Havia cinco anos que ela não falava com  a filha “tão querida”. Mas aparentemente sofria. O pai da suposta defunta fez pose de galã nas telinhas. No mundo real, porém, o zeloso genitor responde processo por estupro. E, lá no Nordeste, prenderam outro suposto estuprador: um  irmão de Bruno. </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Enquanto isso, a Polícia bate cabeça. Até parece o sistema defensivo brasileiro contra a Holanda. De tanto marcar gols contra, esses “homens da lei” vão acabar botando Bruno e cia para fora da prisão. Fico muito desconfiado quando delegados começam a desfilar ostensivamente na mídia. Muito exibicionismo é sinônimo  de pouca competência. E tomem trapalhadas. </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Mas, insisto na pergunta capital: cadê o cadáver? O menor, primo do antigo atleta flameguista, disse que viu um cara esfolar a vítima com um enorme facão. Esse suposto “açougueiro” atende pelo sugestivo apelido Bola.  Depois, esse “carrasco” fez  picadinhos com o corpo, e alimentou uma dezena de cães famintos. Um belo banquete com 55 kg de carne de primeira. Os cachorros acabaram morrendo de “indigestão”. Muito bem. Um assassino descarnou e desossou uma mulher de 1,65m de altura. Como conseguiu fazer isso sem deixar um mínimo de vestígio? Afinal, a Polícia não trabalha com sofisticada parafernália tecnológica para descobrir indícios materiais? Volto a desafiar, e agora sou mais econômico: cadê pelo menos um pedacinho do cadáver? </span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Existem outras personagens bizarras nessa novelinha: os advogados de defesa. As entrevistas desses profissionais provocam calafrios. Cada ideia, cada suposição, cada tese, cada maluquice e cada idiotice. Chega. No final das contas, tenho que concordar com a conclusão do site humorístico Kibeloco: “Nesse caso Bruno, o único inocente é o filho da puta”.</span> </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">PS: Deu nos jornais: Itaú  anuncia o maior lucro da história- R$ 64 bi. Um insulto. É o anúncio do triunfo da agiotagem institucionalizada. Quando pintar o câncer, as cabeças coroadas dos bancos tupiniquins perceberão que dinheiro não é Deus. Nem o “i imaginário” pode com o terrível caranguejo.</span> </p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Abaixo as vuvuzelas: abra a boca, Galvão!</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 03:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de Copa do Mundo. Balzaquianamente sinto ilusões perdidas. Fim ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_40617" class="wp-caption alignright" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/07/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-40617" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/07/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da prefeitura de Itabira.</p></div>
<p>Fim de Copa do Mundo. Balzaquianamente sinto ilusões perdidas. Fim de sonhos, expectativas frívolas e esperanças verdes desbotadas. E, mais uma vez, prevaleceu a dolorida decepção amarela. Faz oito anos que tudo acaba na forma de sonhos numa noite de verão, bem no inverno. O pesadelo começou na hora de almoço indigesto. O pavor continuou com um amargo doce de laranja na sobremesa.</p>
<p>O desempenho do Brasil foi a crônica de uma derrota anunciada. Todos já sabiam? Besteira. O futebol não contempla profecias. É difícil prognóstico no esporte bretão. Tanto que poucas pessoas conseguem acertar os treze pontos. O futebol não passa de quimera loteria. Assim como a vida. Todo mundo aposta.  Poucos ganham. A maioria irremediavelmente perde.</p>
<p>Fácil mesmo é ser comentarista do jogo, pois esses profissionais de mídia jamais perdem uma partida.  Sempre encontram soluções, mesmo nas derrotas. E até já inventaram uma nova versão dos meiões desarrumados de Roberto Carlos. O atual “Coringa” é Felipe Melo, o atleta que deliberadamente chuta tudo. E bicou a euforia da gente para a cucuia.</p>
<p>Cada mundial perdido revela o seu vilão. Em 1950, o goleiro Barbosa foi crucificado depois da derrota na decisão contra o Uruguai, em pleno Maracanã. Na Copa da Inglaterra, em 1966, o treinador Vicente Feola cochilou e o cachimbo despencou. O bonachão comandante paulista era a bola da vez de então. Em 1974, na Alemanha, o lateral Marinho Chagas foi a grande assombração.</p>
<p>A disputa de 1978 aconteceu na Argentina de dura ditadura militar. O autoritarismo também campeava pelas bandas de cá. Não era “privilégio” dos portenhos. O Brasil não venceu aquele mundial, mas foi campeão moral, segundo a versão surrealista do treinador/capitão Cláudio Coutinho. Na terra de “los hermanos”, o lateral-direito Toninho Baiano foi o esculhambado de ocasião. E, pasmem: o genial Nelinho ocupava o banco de reservas. Coisas do surrealista Cláudio Coutinho.</p>
<p>Quatro anos depois, a “pátria amada” foi à Espanha e novamente voltou mais cedo para casa. A seleção de Tele Santana não faturou, mesmo brilhando intensamente. Toninho Cerezo saiu da Copa para entrar na história. O craque mineiro disparou um fogo amigo. O volante atleticano fez lançamento “magistral” para o adversário Paolo Rossi. O italiano não perdoou e carimbou o passaporte verde/amarelo de volta.  A Copa do México, em 1986, consagrou Diego Maradona com a sua incrível “la mano de dios”. O flamenguista Zico desperdiçou um pênalti fatal na “batalha” contra a França de Platini. Era fase de morrer ou matar. Conseqüência do erro: o scratch tomou o caminho do aeroporto precocemente.</p>
<p>A dinâmica da vida ensina que a história é um processo repetitivo. A Copa da Itália, em 1990, consagrou a “Era Dunga”. O time canarinho, dirigido por Sebastião Lazaroni, foi um dos mais ridículos de todos os tempos. O capitão dessa “famosa” equipe atendia pelo  nome de Carlos Caetano Bledorn Verri. Assim era chamado oficialmente o popular volante Dunga, que batizou um período de entressafra de talentos nos gramados brasileiros. E, agora, o bravo gaúcho acaba de encerrar outra “Era Dunga”, dessa feita como treinador. A história sempre se repete. Fica tudo muito claro.</p>
<p>Todas as Copas deixam uma marca registrada. E aqui se faz um minuto de silêncio para comemorar o passamento das famigeradas vuvuzelas, o símbolo principal da festa esportiva na África do Sul. Abaixo as vuvuzelas. O título dessa crônica diz tudo. Ele é a alma da ideia central. Abaixo as vuvuzelas, grito com todas as forças dos pulmões.  Abaixo as vuvuzelas, clamo com veemência. Ando cheio de preocupações. E com motivo maior. O Brasil será o palco da próxima Copa do Mundo. Com efeito: brasileiro adora resgatar lixos culturais, sociais e ideológicos. Então, as cornetas malditas têm tudo para invadir os estádios da pátria de chuteiras, dentro de quatro anos. Abaixo as vuvuzelas, já que os meus ouvidos não são penicos.</p>
<p>Hoje é dia de encerramento na África. Holanda e Espanha decidirão a supremacia do futebol planetário. Quero ver mais futebol e ouvir menos trombetas do juízo final. Prefiro mil vezes a desencontrada voz do locutor Galvão Bueno. É bem mais agradável que o urro infernal das geringonças africanas. Faço qualquer coisa contra as vuvuzelas. Sou até capaz de lançar uma grande campanha nacional: abra a boca, Galvão!</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Os noventa anos de uma flor</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 03:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Fala e letra. Dois instrumentos fundamentais.   Para o bem, ou ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_33039" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/06/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-33039" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/06/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da prefeitura de Itabira.</p></div>
<p>Fala e letra. Dois instrumentos fundamentais.   Para o bem, ou pelo mal. Ambas podem fazer magias. Também causam feridas sem chances de cicatrização. O momento e as circunstâncias fazem a ação. As falas nascem espontaneamente. E vêm com força, lá do âmago do ser. Muralha chinesa alguma detém o seu poder. Algumas são bálsamos para espíritos alquebrados. Outras dilaceram as estruturas emocionais de incautos.</p>
<p>E há algo mais letal que a sonoridade da voz: as letras. O que se escreve jamais se desvanece na mente e alma do alvo certo. A voz soa firme e esvai em questão de segundos. A linguagem grafada, porém, impressiona de forma indelével. Uma ofensa escrita é muito mais grave que uma conversa afiada. Um elogio marca para sempre. As palavras são geradas nas profundezas do subconsciente, e nascem subitamente na ponta da língua. Tudo muito rápido.</p>
<p>Já o texto é ferramenta matreira, que ocasionalmente fere como fio de navalha. Costuma cortar no meio do coração. Mas, contraditoriamente, é mutável. Em sua origem, a redação conta com o benefício da dúvida, a possibilidade do arrependimento. O texto recém- nascido precisa ser lambido e amamentado como uma cria indefesa. A correção necessita calma, muita paciência. Tal tarefa demanda tempo, um período de maturação. Aí está a oportunidade de uma pausa para a devida reflexão. Essa é a chance para mudanças de conceitos e preconceitos.</p>
<p>Depois desse rito de iniciação, o texto deve ser libertado para o seu ministério. Vai levar paz e harmonia, em alguns casos. Em outros, soa como uma caixa de pandora escancarada.  Esparrama vilipêndios e desgraças mundo afora.</p>
<p>Muito mais fácil louvar. O reconhecimento de méritos produz bem-estar interior. A ira- escrita e falada- apequena o homem. Melhor tentar crescer um pouco.  É tempo de dignificar quem faz a diferença positiva, por meio da difusão do bem. Vivemos dias agitados. Essa existência passa ligeiro. Nem percebemos o privilégio da companhia de “entidades” como madre Tereza de Calcutá, irmã Dulce, Dalai Lama, Chico Xavier e João Paulo II. E ainda sentimos os reflexos da luz emanada do Mahatma Ghandi, por exemplo. São ondas de um big bang moral propagando indefinidamente.</p>
<p>Nesse grande teatro da vida estamos contracenando, mesmo quando figurantes, com astros da magnitude de Winston Churchill, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Picasso, Pablo Neruda, Henfil ou Albert Einstein. Esse nosso papel normalmente passa despercebido. Bem mais tarde teremos a percepção da importância desse compartilhamento.</p>
<p>Essas personalidades, embora tão próximas, parecem distantes. A explicação para esse fenômeno é simples: a imensidão do cosmo aproxima o gênero humano. Estamos todos num mesmo barco, perigosamente à deriva. O orgulho natural, por outro lado, provoca um inevitável distanciamento.</p>
<p>No início dessa semana, Margarida Silva Costa completou noventa anos de idade.  A popular dona Margarida do Combem tem o nome merecido.  É uma mulher bastante especial. Por onde passa deixa perfume, cor e suavidade. Assim como a flor faz. Margarida é um exemplo maior de dedicação comunitária. O Combem de Itabira tem um símbolo excepcional: a terna, e eterna, Dona Margarida.</p>
<p>O aniversário foi muito bem comemorado, em Belo Horizonte. Uma festa emocionante e inesquecível. Muita pompa para a merecida circunstância. A cerimônia na gótica Nossa Senhora do Libano tocou pela emoção. A Ave Maria de Charles Gounod ganhou uma interpretação sublime de Rosa Márcia. Foi a fórmula perfeita de uma bela química da filha para mãe. Esses fatos, essas pessoas e esses momentos justificam a nossa rápida e precária passagem por esse asteróide com pinta de planeta. E revela o desígnio divino: ainda vale a pena viver aqui.  Dona Margarida é uma certeza disso.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; O pequeno grande Meliante da cidade</title>
		<link>http://www.viacomercial.com.br/2010/05/16/fernando-silva-o-pequeno-grande-meliante-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 03:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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Certo “Meliante” vive atazanando a vida das pessoas de bem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"></span></div>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter"> </div>
<div id="attachment_29267" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/05/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-29267" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/05/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da prefeitura de Itabira</p></div>
<p>Certo “Meliante” vive atazanando a vida das pessoas de bem dessa cidade. O bandido não passa de um minibandido. É um adolescente. A palavra Meliante, inclusive com “m” maiúsculo, é estranha e “démodé”. Um termo quase técnico da polícia, muito pouco usual. Mas cabe bem aqui. Muita “gente” precisa ser qualificada com um vocábulo feio. E o “nosso cara” merece ser tachado Meliante.  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">O personagem dessa crônica atende por um apelido diminutivo, que começa com a letra L. Não posso mencionar o nome completo, CPF, identidade ou endereço da figura. Existe motivo legal e surrealista para isso, bem típico de uma panaceia brasileira: o marginal é menor de 18 anos. Não deve ser exposto publicamente. Então, por determinação da Justiça, o rosto dele não aparece na mídia. Esse rapaz é menor. Menor na mentalidade, ínfimo na honestidade, microscópico na índole e rasteiro no caráter.  Um ser espiritualmente baixo. </span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Porém, é maior na estatura. A peça conta pouco mais de 16 anos, mas carrega um físico de homenzarrão feito. A carcaça de quase 1,80m mete medo no mais corajoso atleta de academia. É perigoso. O crack fez desse “menino” um sinônimo de extrema ousadia. O “monstrinho” escala elevados muros, desafia cercas elétricas e penetra na mais estreita das aberturas. Faz malabarismos incríveis em fugas cinematográficas. E não teme ninguém. Desconhece o fio tênue que separa a vida da morte. Sobrevive na corda bamba. L é apenas mais um dos zumbis produzidos pelo apodrecido tecido social contemporâneo. </span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">E ninguém bota as mãos nessa criatura infame, que realiza estripulias inimagináveis pelo bom senso: comete assaltos sob a luz solar, usa drogas quando bem entende e agride quem atravessa o seu caminho. Em compensação, tem  salvo- conduto para   passear livremente por ruas, praças, becos, avenidas e matagais.É um autêntico deboche social. As polícias acompanham as suas aventuras, principalmente noturnas. L já é uma figura carimbada dos Boletins de Ocorrências (BO). Os chamados homens da lei visitam indefinidamente a casa dessa peçonha. Atitude inútil. Não há resultados objetivos. Continua tudo como dantes.</span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">A comunidade deveria conhecer essa figura. O motivo para esse fim é simples: a preservação da integridade física e patrimonial dos cidadãos. Mas essa pretensão esbarra naquele bizarro preceito do Estatuto da Criança e Adolescente (Eca): os órgãos de imprensa estão proibidos de divulgar a fotografia de delinquentes juvenis. É mesmo uma eca. Eis aí um impedimento burro, ridículo e ultrapassado. Os indivíduos de alta periculosidade têm que ser revelados para toda a população. É necessário tirar a manjada tarja preta da cara desses marginais. As pessoas precisam se defender desses pequenos “animais”. É impossível combater um inimigo invisível. </span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">A lei tupiniquim- nesse caso- é um criadouro de potenciais terroristas. Mais que isso: a lei tupiniquim é um abrigo seguro para qualquer aprendiz da criminalidade. O malfeitor mirim faz uma parceria informal com o arcaico Eca. A dinâmica é essa: eu apronto e você me protege. Por isso todo marginal menor é uma entidade imune, praticamente intocável.  Em contrapartida, o sujeito que paga impostos e cumpre suas obrigações cotidianas é refém de ladrões e assassinos sem rostos.  </span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">E o exotismo tapuia vai além da proibição da publicidade de delinquentes juvenis. Tem outro caroço muito mais grosso nesse indigesto angu: o infrator menor de 18 anos não pode ser trancafiado atrás das grades. Que contraditório. Ele pode matar, estuprar, roubar, humilhar e agredir. Porém, não vai para a prisão. É teoria demais, com eficiência prática de menos.</span>  </p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">No exterior é muito diferente. Lá, bandido é bandido. Indiferente de idade.  Na Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, não existe uma idade mínima para a punição. Em Portugal e na Argentina, a maioridade é atingida aos 16 anos. Na Índia, uma criança de sete anos já responde legalmente pelos seus delitos.</span> </p>
<div><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;">Aqui no Brasil, o cidadão trabalhador vive preso dentro de casas protegidas por fortes grades de ferro. Enquanto isso, os pequenos marginais caminham livremente pelas vias públicas. Assim funciona o nosso teatro dos absurdos.</span></div>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Minas Gerais não é pangaré de paulistas</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 03:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[A cada quatro anos a conversa é a mesma de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_26883" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/04/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-26883" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/04/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando Silva é jornalista e assessor de comunicação da prefeitura de Itabira</p></div>
<p>A cada quatro anos a conversa é a mesma de sempre: “temos que correr lá em Minas para arrumar um candidato a vice-presidente”. Faz sentido. O segundo maior colégio eleitoral do país rende votos suficientes para definir a principal disputa eleitoral. Faz sentido, mas não tem lógica. Porque mineiro, mesmo com uma montanha de votos, só serve para ser coadjuvante no cenário político. E isso não faz sentido. O ex-governador Aécio Neves tinha cacife de sobra para disputar com sucesso o pleito majoritário desse ano. Muito mais que aquele previamente ungido pela tucanada de São Paulo: José Serra- o insípido, inodoro e incolor, o candidato oxigênio. </p>
<p>O neto de Tancredo deixou o Palácio da Liberdade com a marca histórica de quase 90% de aceitação. Seria um ótimo companheiro de chapa, em quaisquer circunstâncias.  A terra de Tiradentes, porém, parece ter desistido de representar o eterno papel de pangaré de políticos de outros estados. Claro. Aécio jura que jamais hibernará no Palácio Jaburu, a vivenda oficial dos vice-presidentes tupiniquins. Convém, então, acreditar na teimosia típica desses montanheses. O conto recente contava assim: o cavalo velho e manco, que passava arreado, era das alterosas. O cavaleiro esperto e cheio de empáfia, porém, falava com outros sotaques, menos o peculiar “uai”. </p>
<p>Na história recente, os fatos aconteceram dessa forma: o Brasil já teve três presidentes eleitos, depois da redemocratização: Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. E dois vices de Minas Gerais: Itamar Franco e José Alencar Gomes da Silva. O regime militar consagrou a supremacia dos gaúchos no Palácio do Planalto. Num intervalo de duas décadas (1964 a 1984), três generais do Rio Grande do Sul literalmente ocuparam a presidência. Artur da Costa e Silva, Ernesto Geisel e Emílio Garrastazu Médici se revezaram no governo federal. Isso num universo de cinco presidentes. E dois vices mineiros pintaram nesse quadro: José Maria Alkmin e Pedro Aleixo. </p>
<p>Foram dois segundos e um episódio constrangedor.  O marechal Costa e Silva sofreu fulminante Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com isso ficou impossibilitado para o exercício do poder. Essa situação provocaria a natural ascensão de Pedro Aleixo. E deu zebra. Na marra. Os militares descartaram o político marianense. Uma junta das Forças Armadas assumiu o poder. Durante sete meses o país foi governador por três patetas, segundo a versão venenosa e bem humorada de Ulysses Guimarães.</p>
<p>A História não mente jamais. Essa ciência até permite interpretações diversas de sua dinâmica, mas os fatos não mudam. Eis aí uma verdade que incomoda: a historiografia da república mostra que os políticos mineiros são “viciados”. Em outras palavras, esses homens públicos já nascem com a estrela de vice na testa. Durante a República Velha (1889 a 1930), treze mandatários passaram pelo Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, antiga capital do país. Três deles saíram de Minas Gerais. Na mesma ocasião, cinco vices foram mineiros. Mas esses velhos políticos também tinham muito talento nas urnas. Dois vices até chegaram à presidência posteriormente: Afonso Pena e Venceslau Braz.</p>
<p>Depois dos anos Vargas (1930 a 1954), as chamadas “raposas” das Gerais desistiram de ser sombras. Em compensação, produziram o mais destacado estadista do Brasil, em todos os tempos: Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956 a 1961), o fundador de Brasília.</p>
<p>Resumo da ópera. Em 121 anos de república, 28 personalidades ocuparam o cargo maior do Brasil. Cinco mineiros tiveram essa “subida honra”. Porém, nove pessoas desceram das montanhas apenas para ficar em segundo plano no cenário de poder. Alguns até subiram na vida. Outros não passaram de meros figurantes.</p>
<p>As cartas da sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva foram colocadas na mesa agora. De um lado, o insípido, inodoro e incolor José Serra. Do outro, a insípida, inodora e incolor Dilma Rousseff. E, atenção: os dois candidatos são extremamente competentes, mas exibem o mesmo carisma de um pinguim de geladeira. Diante desse quadro, começa a temporada de caça aos vices.  Aécio Neves é a bola da vez. O grão-tucano mineiro segue resistente: “serei senador, vice jamais”. Esse discurso está na ponta da língua.  Minas Gerais, finalmente, desistiu de ser pangaré de paulistas, gaúchos, cearenses, paraibanos e cariocas. Alguém duvida?Vamos aguardar, como diria certo treinador de futebol.</p>
<p>P S1: Esses mineiros foram presidentes da república: Afonso Pena, Venceslau Braz, Artur Bernardes, Juscelino Kubistchek e Itamar Franco. Os seguintes vice-presidentes são mineiros: Afonso Pena, Venceslau Braz, Delfim Moreira, Francisco Bueno de Paiva, Fernando de Melo Viana, Pedro Aleixo, José Maria Alkmin, Itamar Franco e José Alencar Gomes da Silva.</p>
<p>P S2: Fica, aqui, a homenagem toda especial ao meu ídolo maior na política: Dr. Tancredo de Almeida Neves &#8211; aquele que foi, sem nunca ter sido. </p>
<p>PS3: Jesus Cristo pediu: “deixai vir a mim as criancinhas”. Alguns religiosos, porém, estão repetindo esse mesmo pedido para outros fins, sem a mesma pureza de propósitos do Mestre.</p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Quero que o diabo carregue o meu celular</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 10:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um celular incrível. Trata-se de um modelo de última ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um celular incrível. Trata-se de um modelo de última geração. Ele faz quase tudo. Pega emissoras de rádio e televisão, por exemplo. E mais ainda: nas horas vagas, realiza cálculos matemáticos de alta complexidade. Também grava áudio e vídeo com muita competência. Os diversos joguinhos disponíveis são bacanas. O aparelho é uma maravilha produzida pelo talento humano. Tudo muito bem, não fosse um detalhe bastante revelador: a geringonça só não funciona para o fim a que se propõe: fazer ligações telefônicas.</p>
<div id="attachment_24167" class="wp-caption alignright" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/03/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-24167" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/03/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">O jornalista e crônista Fernando Silva publica seus arquivos aos domingos. </p></div>
<p>E aí a porca começa a torcer o rabo. E, pior: esse fiasco está torrando a minha já bastante fragilizada paciência. Coisa típica de quem passou dos cinqüenta. Nessa altura da vida, a quantidade de aniversários é inversamente proporcional ao tamanho do saco.</p>
<p>E um celular tem a capacidade única de tirar todo o mundo sério. Ele não poupa velhos, jovens ou crianças. Até o cachorro lá de casa anda invocado com o infame aparelhinho.</p>
<p>Algumas situações justificam plenamente a minha ira. Veja um caso bastante peculiar. Um dia você liga para um amigo com o propósito de contar uma novidade relevante. A conversa segue bastante animada. De repente, no melhor da festa, vem a surpresa desagradável: o diálogo já tinha virado monólogo há muito tempo. O aparelho havia se desligado no meio do papo, sem aviso prévio. E você, nada percebendo, continuou matraqueando com o vazio. Um grande mico involuntário.</p>
<p>Em outra oportunidade, alguém tenta ligar desesperadamente para dar uma notícia urgente. Porém, nada. Só se ouve, então, a cavernosa e nasalada voz de uma mulher com a manjada mensagem: “o número que você ligou está fora de área ou desligado”. E tomem tentativas. E mais tentativas. E a voz de Madalena arrependida insiste: “o número que você ligou está fora de área ou desligado”. Nesse caso, melhor desistir logo. A insistência pode levar a um infarto fulminante do miocárdio.  A indignação só bate mesmo algumas horas mais tarde. É quando se descobre que o número discado nunca esteve desligado. E muito menos fora de área. Era tudo uma mentirinha do processo operacional.</p>
<p>E existe um cenário ainda mais enervante. O usuário, ou otário, tecla desesperadamente uma seqüência de números. E espera.  Espera. E espera. Porém, um silêncio enervante toma conta do universo. O sofredor tenta novamente. E a resposta continua a mesma: aquele mutismo profundo. Nessa altura do campeonato, o desejo predominante é único: atirar o aparelho contra a parede. Bastaria um mínimo de falta de civilidade para o ato de violência se consumar. Com certeza.</p>
<p>E existem muitos outros mistérios técnicos na telefonia celular tupiniquim. Em alguns momentos, o telefone se recusa terminantemente em fazer uma chamada. Na tela do aparelho aparece a justificativa da teimosia: “rede ocupada”. Isso significa que uma multidão de pessoas está ligando simultaneamente, naquele instante. É tanta gente que o sistema não suportou e ficou congestionado. Entrou em pane. Esse quadro revela o tamanho da ganância das empresas de telefonia móvel. Elas vendem muito além da capacidade técnica permitida. O produto é comercializado a granel. Conseqüência:   o serviço disponível  não apresenta qualidade, eficiência e agilidade.</p>
<p>Creio que cometi uma injustiça, no início dessa arenga.  O meu aparelho de celular &#8211; um pau pra toda obra &#8211; não tem culpa alguma por esse lamento em forma de súplica. As operadoras de telefonia móvel são as grandes responsáveis pelo desabafo. A Oi, Tim, Claro e Vivo não têm um mínimo de respeito pelo cidadão. Hoje, essa turma é a grande vilã das reclamações nas páginas de defesa do consumidor, em todos os grandes jornais do país. Todas elas são péssimas na prestação de serviço, horríveis no atendimento ao usuário e sofríveis na qualidade do produto fornecido. E ainda cobram um preço absurdo. A tarifa brasileira é uma das mais elevadas do mundo. Gostaria muito que o diabo carregasse o meu celular. Mas, pensando bem, o meu desejo maior é que os dirigentes dessas “telearapucas” se esturriquem no fogo eterno do inferno.</p>
<p>P S: Para lamentar a morte do meu amigo Aníbal Moura. Amigo, de verdade, a quem se permitia até  caçoar. Foi um baque, pois imaginei que o Dom Quixote de Matodentro jamais morreria. Aníbal era um louco de amor por Itabira. Era dono de um ideal puro. Um dia, na curva do tempo, a gente se vê novamente, meu caro mercador de sonhos e ilusões.</p>
<p><em>Fale com Fernando Silva: feransil@hotmail.com</em></p>
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		<title>Fernando Silva &#8211; Aécio Neves é a única e última cartada do PSDB</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 02:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Via Comercial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fernando Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[As eleições desse ano ainda estão muito longe da linha ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20236" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FernandoSilvacoluna.jpg"><img class="size-full wp-image-20236" title="FernandoSilvacoluna" src="http://www.viacomercial.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FernandoSilvacoluna.jpg" alt="" width="238" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">O jornalista e crônista Fernando Silva publica seus arquivos aos domingos </p></div>
<p>As eleições desse ano ainda estão muito longe da linha do horizonte. A distância é longa. Mas o tempo passa ligeiro como nunca. E 2010 é daqueles anos atípicos. Durante o carnaval houve uma pausa para meditação. Em seguida vem a Semana Santa. E, com ela, mais uma longa parada para reflexão. Depois só vai dar Copa do Mundo. Sem direito a pit stop. Ninguém pensará nada diferente, até dia 11 de julho. A cada quatro anos, em meados do ano, a Terra de Santa Cruz se transforma numa imensa bola de couro. E tome overdose de futebol. E ponto. Após o apito final, começa a lengalenga eleitoral. Antes disso, não acontece nada de útil na pátria de chuteiras.</p>
<p>O processo de sucessão presidencial está literalmente nas mãos de Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa altura do campeonato-já não tirando um esférico das cabeça-o “companheiro maior” consegue eleger até o meu cachorro Chiquinho. Nada de mais. Essa proeza é relativamente fácil. Mesmo porque a aceitação do “homem” toca a estratosfera. E Chiquinho tem muito carisma. Difícil mesmo é emplacar a insípida, inodora e incolor dona Dilma Roussef.  A “dama de ferro do Paraguai” tem tudo para chegar lá. Vale a pena recordar: a Dama de Ferro original foi a ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher.</p>
<p>Lula tira essa contenda de letra. Menos por mérito do governo, mais pela incompetência da oposição tupiniquim. Afinal, o principal candidato oposicionista possui os mesmo atributos químicos da candidata oficial. E mais. José Serra tem fama de pé frio. Particularmente senti esse calafrio na pele. No dia da decisão da Copa Libertadores, recebi   telefonema de uma amiga de Bauru. Ela botou o dedo na ferida: “fiquei sabendo que Aécio Neves convidou Zé Serra para assistir ao jogo Cruzeiro x Estudiantes, aí no Mineirão. Vocês estão fritos. O nosso governador é o cara mais pé frio do mundo”. Resultado: a Raposa se ferrou. Pode ser mera coincidência. O time estrelado talvez tenha amarelado por outros motivos, independentes da presença do carecão azarado. Porém, convém colocar as barbas de molho quando o assunto envolve crenças e crendices.</p>
<p>Brincadeiras à parte, o panorama de momento não é nada animador para o candidato tucano. As últimas pesquisas de opinião trouxeram péssimas notícias para o mandarim da paulicéia. Um levantamento do Instituto Vox Populi revelou a seguinte situação, em janeiro desse ano: José Serra- 34%, Dilma Roussef -27%, Ciro Gomes- 11% e Marina Silva- 6%.  Em relação a uma pesquisa anterior, Serra caiu cinco pontos e a ministra de Lula subiu nove. Um desastre para a oposição. A diferença entre os dois adversários despencou consideravelmente nos últimos meses. E pior. O processo eleitoral ainda nem entrou em campo.</p>
<p>Outro levantamento, realizado pelo Instituto Sensus e bancado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra uma situação bem mais desconfortável para o político bandeirante. Nele, Serra aparece com 33,2% dos votos, Dilma fica com 27,8%, Ciro Gomes atinge 11,9% e Marina Silva segue estacionada em 6,8%. É o resultado de uma pesquisa estimulada. A margem de erro é 3%. Esse percentual configura praticamente um quadro de empate técnico. Na espontânea, a petista já assume ligeiramente a liderança: Dilma conta com 9,5% e José Serra 9,3%. Os números foram divulgados no início de fevereiro.</p>
<p>E a própria natureza parece conspirar contra o candidato do PSDB. As chuvas, que caíram intensamente em São Paulo, despencaram com uma mensagem simbólica: a candidatura de José Serra fez água.</p>
<p>Algumas situações indicam que o PSDB pode trocar o seu candidato antes da Semana Santa. Nada mais natural. Afinal, a Quaresma é um momento oportuno para mudanças.</p>
<p>Aécio Neves aparentemente continua candidato a senador, embora na muda. Não abre a boca para nada. Saiu de cena. Mas age com intensa desenvoltura nos bastidores.  E até já arrumou um substituto para a disputa ao Senado. O ex-governador Itamar Franco ocupará a vaga do grão-tucano mineiro. Há indícios de que pintou um surto de pânico no ninho dos tucanos. O mais visível deles: o reaparecimento do precipitado, falastrão e arrogante Fernando Henrique Cardoso. FHC nunca deixou de ser sinônimo de desespero.</p>
<p>Enfim, José Serra perdeu totalmente o seu poder de competitividade. Aécio Neves já aparece como a única, última e viável cartada do PSDB. Alea Jacta Est.</p>
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