Bruno Carvalho – Zica Brasil

Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.
Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.

Hoje, o Brasil vive verdadeira epidemia de dengue, chikungunya e zika vírus, mas no esporte a preocupação com a “Zica Brasil” já vem há um bom tempo. Tem quem diga que todos os recentes escândalos no mundo do desporto são decorrentes da influência tupiniquim.

Vejamos… Depois que anunciou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014, a até então poderosa Fifa começou a ruir. De lá pra cá, o que temos visto é uma sucessão de denúncias de suborno para votações e contratos ilegais. As peripécias dos cartolas da CBF já eram conhecidas, toleras, e até estimuladas dentro da Fifa. Até aí tudo bem (ou mal, sei lá!). Mas não estava combinada a atuação da Polícia Federal durante o mundial.

Afinal, onde já se viu país latino levantar suspeitas sobre executivo gringo ligado à Fifa. Só no Brasil mesmo que a Polícia Federal prende diretor da Match, o inglês Raymond Whelan, por envolvimento em venda ilegal de ingressos. A coisa (ou trem, para os mineiros) cresceu de tal forma que desencadeou a demissão do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. O francês era o queridinho o presidente afastado da Fifa, o suíço Joseph Blatter, que também começou a responder por processos criminais em seu país.

No UFC, esporte em ascensão, tomou uma rasteira quando começaram a proliferar os teste positivos para doping em lutadores, incluindo vários brasileiros como Anderson Silva e Wanderlei Silva. Mas outros ícones da modalidade também foram ao chão, como os americanos Jon Jones e Chael Sonnen.

No atletismo, a exemplo do futebol, foi só se aproximar a data das Olimpíadas no Brasil que um grande escândalo de doping explodiu na Rússia. Parece que o caso envolve até o presidente Vladimir Putin.

Na Fórmula 1, lá em 2008, Nelsinho Piquet forjou um acidente, a mando do italiano Flávio Briatore, para beneficiar o espanhol Fernando Alonso. A descoberta provocou um rebuliço na categoria que no ano anterior já havia balançado com a denúncia de que o inglês Lewis Hamilton havia se beneficiado de informações sigilosas da Ferrari. Até hoje a FIA (é, parece com Fifa, mas é Federação Internacional de Automobilismo) tentar vender a imagem de credibilidade da competição.

No tênis a lambança está só começando e ninguém ainda conseguiu culpar a influência brasileira por nada, mas é preciso esperar. No ciclismo, há quem diga que as trapaças de Lance Armstrong só foram descobertas porque o americano teria experimentado uma jabuticaba.

Clama! Apesar de parecer que estou culpando o Brasil ou os brasileiros pelas ilegalidades em volta do planeta, pense que em todas essas trapaças há o envolvimento de suíços, franceses, americanos, espanhóis, russos, ingleses, italianos…

Como mostra o esporte, a corrupção não é uma característica de determinada modalidade, país, raça ou religião. Portanto, a corrupção também não é exclusividade deste ou daquele partido político. Por isso, se se me permite lhe dar uma dica, não se apresse em defender qualquer esportista ou político por aí.

Además, relaxa. Vai viver a vida, vai!

Fale com o colunista: brunoecarvalho@gmail.com

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