Bruno Carvalho – Que o Dragão se faça Fênix

Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.
Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.

Por ora, quiseram os Deuses do futebol que o Valério Doce Esporte Clube permanecesse na terceira divisão do Campeonato Mineiro. Com uma campanha de altos e baixos, o clube manteve no itabirano, até a reta final, a esperança de ascensão à segundona e o sonho da primeira divisão em um futuro próximo. Entretanto, precisamos tomar essa desclassificação no hexagonal final como algo que traz consigo boas perspectivas.

Nesta temporada, depois bons anos sem destaque, o alvirrubro conseguiu novo impulso. Com a boa sequência inicial de jogos e uma nova concepção na área de comunicação, as manhãs de domingo em Itabira voltaram a ser de movimentação no entorno do Israel Pinheiro.

Lembrei-me da infância na qual ir ao estádio era sempre uma vivência única. Presenciei vitórias e derrotas do Dragão frente a Cruzeiro e Atlético. Empates também. Via de regra, os jogos eram equilibrados, mesmo quando alguém desequilibrava. A torcida enchia o estádio. Havia até uma setorização. Membros da Torcida Jovem ficavam na arquibancada descoberta. Idosos e famílias na arquibancada coberta e aqueles que não eram nem um nem outro se posicionavam atrás do gol.

Naquele tempo o futebol era diferente. Nem melhor nem pior, diferente. O itabirano torcia para ver um gol do Éder Aleixo e pela vitória do Valério; aguardava ansioso para um drible do ainda moleque do Ronaldinho e vibrava a cada desarme dos zagueiros do Dragão.

Neste ano, parte da torcida voltou. Aqueles que sempre acompanharam o clube ganharam a companhia daqueles que foram contagiados pelo bom momento da equipe e sua possibilidade de ascensão. Crianças que nunca tinham pisado no Israel Pinheiro puderam correr, brincar e torcer.

Nos jogos do Dragão em casa vi crianças torcendo pro Valério, perguntando onde estavam os jogadores do Cruzeiro, gritando nomes dos jogadores do Galo e até querendo brincar com os bandeirinhas. Futebol quando criança é isso. É descompromisso com as futilidades envolvendo escudos, nomes e cores. Futebol quando criança é diversão, é descoberta, é interação. Na infância, as vitórias são regadas a picolé e as derrotas suavizadas por algodão doce.

Em 2016, o Valério Doce Esporte Clube precisará que a gestão clube amplie as suas metas, a equipe redobre seus esforços e que a torcida multiplique os gritos de “Vamos subir Valério!”.

Además… Relaxa, vai viver a vida, vai!

Fale com o colunista: brunoecarvalho@gmail.com

Leia Também!

O fenômeno da supervalorização dos medíocres

Antes de mais nada, é preciso conceituar adequadamente o que venha a ser medíocre. A …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *