Bruno Carvalho – No futebol as previsões não esperam o ano seguinte

Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.
Bruno Carvalho é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e especialista em Gestão de Marketing pela PUC Minas.

É incrível como no Brasil é tão fácil fazer previsões jornalísticas. Não falha. Todo final de ano, listo alguns dos fatos que serão manchete nos jornais e nos portais de internet no ano seguinte. Afinal, é mais que previsível que a Susana Vieira comece novo affair com um jovem de 23 anos e que qualquer outra investigação da Polícia Federal chegue ao nome do deputado Eduardo Cunha. No futebol, a coisa só é diferente porque os dirigentes não permitem que as lambanças esperem a chegada do próximo calendário.

Dentro do conceito de Previsões Jornalísticas, não há astrologia envolvida, muito menos poderes sobrenaturais, somente obviedades que, mesmo algumas parecendo absurdas, são plenamente factíveis de acontecer.

Na coluna O lado obscuro da Primeira Liga, tratei da certeira derrocada da Liga Sul-Minas-Rio. Por sorte não a classifiquei como Previsões Jornalísticas 2016, afinal, cartola nenhum deixa para o mês que vem a lambança que pode fazer hoje.

O pior de tudo isso é que a formação da dita Primeira Liga tinha tudo para dar certo, como importantes clubes do primeiro e segundo escalões do futebol brasileiro; modelo de distribuição de cotas de TV similar aos da Europa; possibilidade de clássicos regionais e finais pelo sistema “mata-mata”. Tinha até o exemplo exitoso da Copa do Nordeste.

Entretanto, contudo, todavia, não obstante, tinha uma coisa para dar errado: os cartolas. Já havia dito que o objetivo da criação da liga não era propor uma nova forma de organização de competição de futebol, mas sim fazer barganha (ou chantagem, se preferir) junto às federações de futebol e à CBF.

A liga sempre foi um projeto que visava a mais poder e dinheiro, não necessariamente para os clubes, diga-se de passagem. Sabe aquela história do Eduardo Cunha com impeachment? A mesma coisa! Na hora que uns ou outros conseguissem mais benesses das atuais mandatárias, a liga seria engavetada.

O problema foi que o CEO da Liga, Alexandre Kalil, resolveu entornar a marmelada antes que ela ficasse pronta ao alçar o presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia, como novo presidente da Sul-Minas-Rio. A manobra pegou de surpresa o até então presidente da Liga, Gilvan de Pinho Tavares, do Cruzeiro, fazendo com que ele abrisse oficialmente o racha no grupo.

Agora é esperar a saída de Fluminense, Flamengo, Internacional e dos demais. Enfim, o último que sair que apague a luz.

Además… Relaxa, vai viver a vida, vai!

Fale com o colunista: brunoecarvalho@gmail.com

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