Itabira – Antigo Pico do Cauê terá nova “visão paisagística” com fim da mineração

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Cava do Cauê, antes (esq) e após (dir) início da revegetação. (Fotos: Christian Adriano)

A mineradora Vale deu início em 2011 a um conjunto de medidas referentes ao processo de revegetação do antigo Pico do Cauê, em Itabira, primeira mina da mineradora na cidade.

A ocupação da cava do Cauê, licenciada pelas autoridades ambientais responsáveis, prevê uma disposição controlada de material no local. O objetivo, segundo a Vale, é o reaproveitamento da área minerada, que será devidamente recuperada para reabilitação ambiental e paisagística.

A revegetação começou com uma rápida cobertura do solo e posteriormente com o plantio de vegetação. No local onde existia uma enorme cratera já pode ser visto dezenas de caminhões gigantescos, movimentando terra para reconformar a topografia e o manejo do solo.

O antigo Cauê simboliza uma das épocas (1942), mais importantes da extração mineral e de ouro no Brasil, quando a então antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje “Vale”, iniciava suas atividades, provocando estampidos que até hoje fazem subir poeira e as casas da cidade balançarem.

Hoje a Mina está praticamente desativada, permitindo a revegetação do antigo Pico do Cauê, que por mais de seis décadas, 67 anos, rendeu grande riqueza para a Vale e o município.

NOVA USINA

E antes mesmo de encerrar as atividades da Mina Cauê, a Vale se prepara para inaugurar em 2014 um novo complexo, a usina Conceição Itabirito, que vai beneficiar o itabirito de menor teor de ferro, minério que irá predominar na lavra nos próximos anos. A adequação da usina também contribuirá para consolidar a tecnologia de beneficiamento deste minério.

Construção da nova usina (Conceição Itabiritos) está em sua segunda fase. (Foto: Roberta Sandra)

A adequação da usina consiste na instalação de um novo circuito de tratamento de hematita e modificações no circuito atual. A expectativa da Vale é que a usina, totalmente adequada, inicie suas operações em 2014. A adequação das estruturas permitirá a manutenção dos empregos da atual operação.

Durante as obras, serão gerados até cinco mil empregos diretos e indiretos.

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