Suspostos desvios de recursos – Governador do AP e mais 17 são presos pela PF

O ex-governador do Amapá, Waldez Góes (esq.) e o atual governador, Pedro Paulo Dias.

O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador do Estado Waldez Góes (PDT) e mais 16 pessoas foram presos temporariamente na manhã desta sexta-feira (10) durante uma operação da Polícia Federal no Estado. A Operação Mãos Limpas investiga integrantes de uma suposta organização criminosa composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários, que praticava desvio de recursos públicos do Estado e da União.

Dias assumiu o governo esse ano após a saída de Góes, que é candidato ao Senado Federal. O atual governador é candidato à reeleição ao governo do Estado. Ambos são da coligação “O trabalho precisa continuar”, composta por PP, PRB, PDT, PSL, PR, DEM PHS, PCdoB e PTdoB, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Entre os presos também está o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio Miranda. A polícia não informou quem são os demais suspeitos.

Cerca de 600 policiais federais participam da ação que cumpre 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Além do Amapá, as buscas acontecem nos Estados do Pará, Paraíba e São Paulo.

As 18 pessoas presas devem ser encaminhadas ainda nesta sexta-feira para a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes.

As investigações contaram com apoio da Receita Federal, Controladoria Geral da União e do Banco Central e iniciaram-se em agosto de 2009. Participam da operação desta sexta-feira 60 servidores da Receita e 30 da Controladoria Geral da União.

Outro lado
A assessoria de imprensa do governo do Amapá disse que vai aguardar a Polícia Federal se manifestar oficialmente sobre a operação para comentar a prisão do governador.

Ainda segundo a assessoria, os secretários que foram convocados pela polícia já estão se apresentando para prestar depoimento. (Com informações da Camila Campanerut, em Brasília)

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