Quércia desiste da candidatura ao Senado para tratar tumor

O candidato do PMDB a uma das duas vagas ao Senado Federal por São Paulo, Orestes Quércia, desistiu da candidatura. O partido vai apoiar o nome do tucano Aloysio Nunes Ferreira, que também herdará o tempo do horário eleitoral gratuito destinado até agora a Quércia. Orestes Quércia está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde terça-feira passada, para tratamento da “recidiva de um tumor de próstata”.

Orestes Quércia (camisa listradas), Geraldo Alckmin e José Serra.

Vida Pública

Quércia desiste de uma eleição depois de 47 anos de vida pública. Foi vereador, prefeito, deputado estadual, senador, vice-governador e governador de São Paulo. Desde 1990, no entanto, acumula seguidas derrotas eleitorais. Foi eleito pela primeira vez em 1963, como vereador em Campinas pelo Partido Libertador (PL). Ajudou a fundar o MDB, após o golpe de Estado de 1964. No PMDB, fez dobradinha com Ulysses Guimarães e elegeu-se deputado estadual. Em 1968, chegou à Prefeitura de Campinas.

Em 1974, Quércia foi eleito senador, desbancando Carvalho Pinto, da Arena, então favorito ao cargo e apoiado pela ditadura. Em 1982, chegou ao Palácio dos Bandeirantes como vice-governador de Franco Montoro. Criou a Frente Municipalista Nacional pelas Diretas e Constituinte. Em 1986, foi eleito para o governo de São Paulo, no auge de sua carreira política. Quatro anos depois, fez o sucessor, Luiz Antonio Fleury. Foi candidato à Presidência da República e ficou em quarto lugar.

De lá para cá, passou a ter mais influência nos bastidores, com controle de parte do PMDB paulista e das empresas das quais tinha participação, como emissoras de rádio e jornais. Tentou voltar ao Palácio dos Bandeirantes em 2006, mas amargou a terceira colocação, com menos de 10% dos votos. Em 2008, apoiou a candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo, que conseguiu a reeleição.

Neste ano, desafiou o comando nacional do partido e seu adversário na disputa interna, Michel Temer (PMDB), e deu apoio e palanque a Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, para disputar o Senado. A volta de uma doença que parecia ter sido curada há dez anos, no entanto, o tirou da disputa. (Último Segundo)

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