Basquete – Brasil se recupera, rompe tabu contra europeus e vai enfrentar Argentina

Leandrinho passa por Roko Ukic em Brasil x Croácia

 O Brasil vinha de duas derrotas seguidas, em partidas definidas no final e que abalaram a confiança do time de Rubén Magano. Nesta quinta-feira, os brasileiros deram uma resposta. Venceram a Croácia com autoridade, por 92 a 74, e recuperaram um pouco da confiança perdida após os jogos contra EUA e Eslovênia.

O mais importante foi o fim de um tabu. Desde 2002 a seleção brasileira não venceu uma equipe européia em competições da Fiba. A última tinha sido ainda na primeira fase do Mundial dos EUA, sobre a Turquia. No total, foram nove derrotas seguidas, em série interrompida nesta quinta com autoridade.

E a confiança conquistada por esse resultado será necessária. Com a vitória, a equipe garantiu o terceiro lugar do Grupo B do Mundial da Turquia e vai enfrentar nas oitavas de final sua maior rival: a Argentina. O time campeão olímpico de 2004 perdeu para a Sérvia na última rodada do grupo A e foi para a segunda fase em segundo lugar.

A vitória também foi boa por outro motivo: o duelo das oitavas de final será apenas na terça-feira, em Istambul. Se tivesse perdido, encararia a Sérvia já no sábado. São quatro dias a mais para treinar e, principalmente, descansar os jogadores.

Em quadra, o Brasil voltou a atuar de maneira consistente, como aconteceu contra os EUA. Magnano usou, pela primeira vez, a dupla Varejão-Splitter no quinteto titular. E o pivô do Cleveland Cavaliers foi vital. Ele ainda mostra falta de ritmo e está claramente sentindo dores no tornozelo direito, mas pegou 12 rebotes em 24 minutos, dominando o garrafão enquanto jogou.

O desempenho de Alex também foi importante. Nas três primeiras partidas, pouco fez ofensivamente. Contra Eslovênia e nesta quinta-feira, decidiu infiltrar e foi bem-sucedido, com sua melhor partida no ataque até agora, com 15 pontos.

O domínio verde-amarelo nos três primeiros quartos foi enorme: a equipe abriu três pontos no primeiro quarto, dez no segundo e nove no terceiro. Com 22 pontos de vantagem, o técnico aproveitou para poupar os titulares. Nezinho, Murilo e JP Batista jogaram a maior parte do último período. Marquinhos, que foi titular contra os EUA e jogou mal contra a Eslovênia, jogou só no final. E a vantagem não caiu tanto, fechando o jogo com 18 pontos de vantagem. (Gazeta Esportiva)

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