Armando Bello – “O brasileiro antes de falar dos políticos deveria olhar no espelho…”

“O brasileiro antes de falar dos políticos deveria olhar no espelho para ver a imagem de quem os coloca lá em cima.” A. Nascentes da Matta, filósofo carangolense.

VALE – CLUBINHO

Até que a bomba não foi tão atômica assim. O que a empresa de mineração quer é continuar minerando e não gerindo clubes. Do mesmo jeito que fez com o Valério, com a Ativa e com a AEAVALE, quer entregar aos sócios a administração e para isso existem alguns ônus que terão de ser assumidos por eles: pagamento da conta de luz, água e IPTU.

EUGENIO BARROS, EDUARDO DE CAUX E SOFIA MARTINS DA COSTA.

VALE – CLUBINHO II

Apresentou-se um balanço bem equilibrado com um superávit financeiro e deram a entender que algumas economias ainda podem ser feitas. Eu também acho que sim. Vamos ver se na próxima reunião marcada para 28 de setembro haja maior comparecimento dos sócios. Com certeza, não vamos perder um clube como aquele.

HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS DORES

Muito bem. Gostei muito da última reunião dos irmãos. Pelo que vi a coisa está tomando jeito. Uma série grande de investimentos, inclusive na área de oncologia, onde uma empresa de BH vai montar um grande sistema de diagnóstico por imagem, de radiologia e quimioterapia  com um investimento de 8,5 milhões de reais. Para se ter uma idéia, iguais a ele existem três em BH e um em Juiz de Fora.

HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS DORES

Nova recepção, lanchonete e pintura. Na pintura o empresário Dílio Guerra Lage (Dismacon) acaba de doar junto com a Coral, um mil e quinhentos litros de tinta de diversas cores e qualidades. O hospital, como todos no Brasil que atendem porcentagem grande de SUS, é deficitário e não poderá melhorar se não conseguir ajuda da comunidade. Tenho certo receio de que isso não seja concretizado já que aqui sempre se espera que a Prefeitura e a Vale façam tudo. De parabéns o provedor Reginaldo Calixto de Oliveira e sua mesa diretora.

CRÍTICAS

Fico chateado quando itabiranos fazem críticas à sua cidade. Mas é um direito que eles têm, afinal, não pediram para nascer aqui. Mas pessoas que vem de fora fazer a vida deveriam maneirar nas críticas ou então voltar para sua cidade. Estou dizendo isso em razão de uma pessoa de Itambé estar dizendo que não se está fazendo nada para que sobrevivamos à era Vale. Acho que todos estamos tentando tudo – e a lista do que se está conseguindo é bem grande – o que fica difícil é se fazer o impossível.

LULA

Estou deveras impressionado com a popularidade de nosso presidente. Sem dúvida seria, se dependesse dele, um ditador muito popular. Dizem que na Bahia ele está, se contarem os ótimos, bons e regulares, com 98% de aceitação. É lá que dizem que o povo não gosta de trabalhar e é justo que referenciem seu exemplo maior.

COMPRAS DE TERRENO

As cavalgadas continuam sendo palco de tombos – que nos chamamos de compra de terreno. Nas últimas compraram Célio Fortunado e Janaina Fortunato, esta, dentro de um rio. Vai ser difícil vende-lo se for preciso. Também entraram na lista Olegário Cabral e Meire de Oliveira. Jorge (Brasil Novo) Barbosa nos Bálsamos – levou treze pontos na perna.

Jorge e Penha Barbosa ladeando Jorginho e Amy.

INTERCAMBIO

Por falar em Jorge Barbosa, ele e Penha estão hospedando em sua casa uma intercambista da Africa do Sul, Amy Theresa Murgatroyd.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Não estou entendendo porque Itabira não está faturando em cima do concurso nacional de contos sobre Drummond promovido pelos Diários e Emissoras Associados. Será que continuamos não gostando do poeta maior, ao contrário de tudo o Brasil que o adora?

PARTIDO DOS TRABALHADORES

Engraçado essa festa que o Lula faz em torno de seu partido. Para se ter uma idéia ele está disputando eleições somente em 10 estados entre os 27 existentes. E nesses está ganhando, pela pesquisas, em 4: Acre, Bahia, Rio Gde.do Sul e Sergipe. No Rio Grande do Sul apesar do candidato estar ganhando com 37,9%, seus adversários somados tem 45%. Em alguns, está levando uma balaiada:  Rondônia onde ele está com 6%, enquanto seus adversários (2) somados têm 47%. Em Sta Catarina ele está com 15 contra 57. Em São Paulo está com 23 contra 47. Ai é que não dá para acreditar muito nessas pesquisas para presidente que aparecem por ai. Vamos ver no que dá.

ROSA MÁRCIA

Amanhã, mostrando sua voz na Casa do João. Sem dúvida vai encher a casa.

CANDIDATO

Um dos atuais candidatos a governador quando derrotado por Eduardo Azeredo quebrou todos móveis e utensílios de seu comitê. Desta vez poderia doar tudo para uma instituição de caridade. Ficaria bem mais simpático.

Fale com o colunista: armandobello@terra.com.br

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2 Comentários

  • JOSE DAS MERCES DE SOUZA
    5 de setembro de 2010 | Permalink |

    Onde estava gente assim nos terriveis “anos de chumbo?”

  • Adriana Rodrigues
    9 de setembro de 2010 | Permalink |

    Deve ser ótimo ter um espaço desses para destilar veneno contra pessoas de quem se tem antipatia pessoal. É impressionante o ódio que esse colunista tem do Lula e do PT, a ponto de contestar os números da Dilma, atestados até por institutos de pesquisa que claramente também nutrem antipatia pelo partido dos trabalhadores. Quero ver o que o senhor vai dizer depois do dia 3 de outubro. Espero que respeite a tão propalada liberdade e aprove meu comentário, senão, pelo menos terei o prazer de saber que alguns o leram antes de ser censurado.

    Talves esses dados aí, mais que o fato de ‘não gostar de trabalhar’, explique os números da Dilma:

    Renda dos pobres cresce 72% entre 2001 e 2008, mostram dados da FGV
    Agência DIAP
    Ter, 09 de Fevereiro de 2010 09:25
    Pela primeira vez na história, a “classe” C, cujos lares recebem entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês, passou a representar a maior fatia da renda nacional, segundo dados recém-agregados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Correspondem agora a 46% do total de rendimentos das pessoas físicas, contra 44% do topo da pirâmide (AB).

    Este exército de 91 milhões de brasileiros está tornando anacrônico o conceito atual de classe média – baseado em padrões de consumo e culturais – e métodos básicos de produção e publicidade estão sendo revistos.

    Entre 2003 – quando a “classe” C respondia por 37% da renda nacional (salários, benefícios sociais e previdenciários, juros e aluguel) – e 2008, 26,9 milhões chegaram a este grupo.

    Essa migração em massa alterou o rumo da divisão historicamente desigual do bolo no Brasil e proporcionou o surgimento de um grupo com características socioculturais próprias.

    Se a década de 1990 foi marcada pela estabilidade e a educação, o aumento da renda que marcou os anos 2000 permitiu ao consumidor não só comprar, mas escolher o produto com que mais se identifica.

    O vice-presidente da agência DM9DDB, Alcir Gomes Leite, garante que isso fez os profissionais reverem seus conceitos. O novo público não se preocupa só com preços:

    - Vai atrás das marcas, tem uma identidade própria, que é diferente da classe média tradicional. As marcas já entenderam isso. Não querem mais saber o que fazer para tornar o cliente fiel. Vão atrás do que têm de fazer para se tornarem fiéis a eles.

    Também não adianta anunciar um produto para a “classe” AB achando que o indivíduo da classe C vai querer comprar para “ascender”:

    - Esse conceito de classe média foi para o saco. As grandes empresas têm concentrado ao menos 60% das inovações no novo público, segundo Alcir.

    Já o presidente da Associação da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, disse que o setor investiu US$ 855 milhões em 2009 em designers, marketing e ampliação da produção com foco na nova classe média.

    O consumo per capita de tecido no país é considerado baixo: 8,2 quilos:

    - Com mais gente subindo da “classe” D para C e de E para D, podemos acrescentar mais cinco quilos.

    Mas a mudança não está só nas novas necessidades de quem compra. A própria estrutura da economia está se alterando. O potencial de geração de renda do brasileiro está crescendo mais depressa do que a sua capacidade de consumo.

    “O brasileiro pode ser na foto ainda mais cigarra do que formiga, mas estamos sofrendo gradual metamorfose em direção às formigas”, diz o chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, em referência à fábula de La Fontaine.

    Néri garante que ascensão de pessoas das “classes” D e E à C se deu não apenas pelos programas de ajuda social do Governo. Mas porque o brasileiro trabalhou mais, ganhou melhor, se educou, comprou computadores e celulares e poupou mais.

    Segundo a pesquisa, o índice do consumidor aumentou 14,98% entre 2003 e 2008, contra 28,62% do índice do produtor. O primeiro mede o acesso das famílias a bens de consumo (TV, geladeira, DVD), serviços públicos (lixo, esgoto), condições de moradia (financiamento, número de cômodos e banheiros) e tipo de família.

    Já o segundo estima o potencial de geração de renda pela sua inserção produtiva e nível educacional, bem como investimentos em capital físico (previdência pública e privada, uso de tecnologia de informação e comunicação), capital social (sindicatos, estrutura familiar) e capital humano (frequência escolar dos filhos).

    Tudo isso são ativos que deram ao trabalhador produtividade A nova “classe média” tem carteira assinada, casa própria ou financiada, estuda em escolas públicas ou particulares, tem previdência social ou privada, computador e celular. Idosos, mulheres, trabalhadores com carteira e nordestinos são exemplos de brasileiros que puxam a transformação.

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