O PIB (Produto Interno Bruto) per capita –que indica o nível médio de renda da população– do Brasil cresceu 21,7% entre 1995 e 2009, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa ‘Indicadores de Desenvolvimento Sustentável’ aponta que, em 14 anos, o valor passou de R$ 4.441 para R$ 5.405.
O crescimento no período foi puxado pelo maior ritmo de aumento nos anos finais, chegando a R$ 5.469 em 2008 (alta de 4,1% ante 2007). Em 2009, porém, o PIB do país caiu 0,2% por conta da crise internacional, fazendo com que o produto per capita registrasse redução de 1,17%, para R$ 5.405.
Entre as regiões, o Sudeste lidera o ranking de PIB per capita, com R$ 19.277, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 17.844. O Sul (R$ 16.564) fica com o terceiro lugar, seguido pelo Norte (9.135) e, finalmente, pelo Nordeste (6.749).
As maiores taxas de crescimento entre os Estados, porém, foram registradas no Norte, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o IBGE. Os dados disponibilizados são de 2007.
Considerando as Unidades da Federação, o Distrito Federal tem o maior produto por habitante do país, com R$ 40.696, bem acima de São Paulo, que aparece em seguida, com R$ 22.667. Na outra ponta, Maranhão e Piauí são os Estados com menor nível de renda da população, com PIB per capita de R$ 4.662 e R$ 5.165, respectivamente.
O IBGE cita ainda que é no Norte e Centro-Oeste que têm sido registrados os maiores incrementos populacionais. “Esses movimentos vêm determinando alterações discretas na posição relativa das Unidades da Federação em relação ao indicador de PIB per capita, mas revelam a crescente interiorização da atividade econômica do País”, afirma o estudo.
INVESTIMENTOS
O estudo aponta ainda que as taxas de investimento no Brasil ainda estão bem abaixo das apontadas pelos economistas como ideais para países em desenvolvimento. De acordo com o IBGE, os números têm flutuado em torno de menos de 20%. “Tais patamares da taxa de investimento sinalizam debilidade na expansão ou recomposição do parque produtivo para o futuro”, diz o texto.
O instituto ressalta, no entanto, que o crescimento verificado nos três últimos anos da série indica bons sinais com relação ao crescimento no nível de atividade corrente, “posto que o investimento é considerado um componente decisivo de sustentação da demanda agregada.” Entre 1995 e 2008, a taxa oscilou entre 15,3% (o ponto mais baixo, em 2003) e 18,7% (em 2008, o máximo alcançado no período). (Agência Brasil)
Compartilhe os canais de Interatividade do Via




