De forma tímida, algumas instituições de ensino públicas e particulares de todo o país já utilizam novas ferramentas e tecnologias em salas de aula. Porém, sem muito incentivo dos governos – preocupados, primeiramente, em equipar escolas com computadores -, sobra para os professores a missão de orientar os alunos acerca dos recursos oferecidos por blogs, sites de relacionamentos e programas de bate-papo, entre outros.
O problema é que os profissionais de educação ainda estão crus diante das novas mídias. Não há, no Brasil, um levantamento que meça o conhecimento dos professores sobre a questão, mas um estudo realizado nos Estados Unidos pela Faculty Survey of Student Engagement, no ano passado, mostrou, por exemplo, que 84% dos professores nunca usaram um blog em sala de aula.
Para especialistas, a fase de resistência dos professores já passou. Resta agora encontrar a melhor maneira de usar os recursos a favor da educação. “A maioria (dos professores) sabe que pode usar a internet, mas não tem a menor ideia de como usá-la. Sabe que existe Orkut, MSN, sites de busca, mas se perguntam: ‘o que eu faço com isso?”, afirma a professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carla Viana Coscarelli.
Iniciativas. A Secretaria de Estado da Educação incentiva o uso de blogs por meio do Programa Educacional de Atenção ao Jovem (Peas Juventude). Iniciado em 2008, o projeto já integra 507 escolas de ensino médio e fundamental. Divididos em grupos temáticos, os alunos debatem determinados assuntos em sala de aula e postam suas avaliações na internet.
Dificuldades. Por diversos motivos, o uso de novas tecnologias em salas de aula ainda sofre resistência. “O governo cria um monte de projetos. Mas não dá tempo de realizá-los, porque a gente é cobrado para dar conteúdo. Em outros casos, a escola não tem base para isso”, critica o professor de história Bruno Dutra.(Com O Tempo)
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