A Polícia Civil investiga o envolvimento de Marcos Antunes Trigueiro, de 32 anos, na morte de mais duas mulheres na Grande BH. A Delegacia Especializada de Homicídios de Ibirité pediu na sexta-feira que seja feita a comparação entre o material genético do serial killer com os vestígios encontrados nas jovens assassinadas na cidade. Em depoimento de mais de seis horas, no Departamento de Investigações (DI), ele negou a autoria da morte da filha de três meses e do tio Antônio Trigueiro. Mas, o chefe do DI, delegado Edson Moreira, disse que a polícia vai provar que Marcos é culpado não só pelas seis mortes já confessadas, como também das duas que negou. “O cara é mentiroso. Pelo que vi do laudo, não tem erro, é ele mesmo”, afirmou.
A polícia pretende solicitar à Justiça a quebra de sigilo bancário dele para investigar a destinação do R$ 25 mil do tio, morto em Contagem. As duas novas vítimas de Ibirité, que totalizariam 11 suspeitas contra Trigueiro, foram mortas nos últimos dois anos e os crimes têm semelhanças com as mortes das cinco mulheres no Bairro Industrial, em Contagem. O corpo da universitária J. foi encontrado, no ano passado, no Bairro Jardim das Rosas e o de R., perto da lagoa da Petrobras, ambos em Ibirité. Segundo um agente da Polícia Civil, em ambos os casos o celular da vítima teria sido levado.
O advogado de Trigueiro, Rodrigo Bizzotto, alegou depois do interrogatório que as provas são insuficientes para indiciar Marcos em mais dois crimes. “Ficou comprovado que ele não tem participação. Os indícios são fracos. No caso da filha, uma outra menina estava na casa e tomava conta do bebê e ele o levou para o pronto-socorro. Já no caso do tio, ele estava em Brasília de Minas”, disse. O advogado pretende usar como prova o apego de Marcos aos filhos.
Mas, segundo a delegada de Homicídios de Contagem, Ana Maria Santos, apesar de o maníaco ter optado pela negativa, ele se mostrou desequilibrado por várias vezes no depoimento de sexta-feira. “As investigações prosseguem”, afirmou. A principal prova do caso é o depoimento da ex-mulher de Marcos e mãe do bebê, Maria Aparecida da Silva Gonçalves. A polícia teria identificado o local do seu trabalho, mas ainda não conseguiu encontrá-la.
Em fevereiro de 2005, a mulher teria ido a uma festa com amigos e, indignado com a atitude dela, Marcos teria arremessado a filha contra a parede e depois a socorrido. Ele nega a versão. Segundo o laudo médico, a menina Maria da Silva Trigueiro morreu devido a fraturas no crânio, tórax e abdome.
Já no caso do tio Antônio Trigueiros, com quem Marcos morou em Contagem desde que saiu do Norte de Minas, a Delegacia Especializada de Homicídios de Contagem vai pedir a quebra do sigilo bancário dele. No dia em que recebeu indenização trabalhista de R$ 25 mil, o tio foi assassinado no Bairro Eldorado com dois tiros no peito. A suspeita é que Marcos o tenha matado para ficar com o dinheiro.
O caso do agiota e dono de pizzaria morto em Contagem vai ser investigado pelo titular da Delegacia Regional de Contagem, Márcio Lobato. Nos próximos dias, Marcos deve ser novamente ouvido. (As informações são do jornal Estado de Minas)
Compartilhe os canais de interatividade do Via
![]()
![]()
![]()
![]()




